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Inovação Tecnológica na França



Uma inovação é uma invenção de um produto/serviço útil ao Homem, acessível à ele e que portanto está no mercado, ou seja, levado por uma empresa. Não podemos portanto falar de Inovações sem falar das empresas. Não se trata necessariamente de uma descoberta tecnológica, um avanço científico. Pode ser simplesmente uma boa idéia de justaposição de tecnologias, ainda não realizada e que implica em um real progresso à Humanidade.
Inovação incremental
A maioria das inovações são inovações incrementais, que partindo de algo já existente, inovam acrescentando um trunfo adicional: de performance, de redução de custos, de serviço prestado suplementar, de qualidade, ... Como por exemplo o mouse de computador que se tornou óptico, e em seguida sem fio.

Inovação de ruptura
As inovações de ruptura que quase sempre têm maior valor agregado, geralmente provêm de descobertas científicas ou tecnológicas e modificam fundamentalmente as bases do mercado. São elas, por exemplo: a descoberta da penicilina na saúde, a chegada dos micro-computadores com a Apple e em seguida do PC, que revolucionou o mercado da informática, a chegada dos telefones celulares, o surgimento da Internet na vida no dia-a-dia, etc... Mas é importante colocar no mercado tais descobertas para torná-las amplamente acessíveis. Portanto, os pesquisadores devem ser motivados à pensar nessa valorização, levando-a à seu estágio de utilidade na forma de inovação tecnológica, e não se limitando à fazer avançar seus conhecimentos.

O apoio à inovação: Prioridade Política
Há muito tempo, o apoio à inovação é considerado uma prioridade política na França. No entanto, da criação da ANVAR em 1979 até a promulgação da lei de inovação de 1999, todas as medidas de apoio de inovação foram iniciativas predominantemente locais:

História da Inovação na França
Primeiramente, a “pré-história”, nos anos 60 à 70 onde não falávamos ainda de inovação e sim de grandes programas tecnológicos governamentais: Aeronáutica, Espacial, Computação, Defesa, Telefonia, etc...que permitiram a criação de indústrias fortes nestes diferentes setores. Em seguida, os “Parques Tecnológicos" nos anos 70, que foram iniciativas essencialmente locais inspiradas pelo universo Anglo-Saxônico, e permitiram o nascimento e o desenvolvimento de pequenas e médias empresas tecnológicas, articuladas ao redor de grandes empresas que atuavam como locomotivas. Em 1979, a criação da "ANVAR" contribui amplamente para o desenvolvimento de PME tecnológicas inovadoras. Nos anos 80 surgem as “pépinières” (incubadoras) e os “CEEI”, ambientes de hospedagem e acompanhamento da jovens start-ups inovadoras, ao mesmo tempo que são criadas nas Universidades as “Células de Valorização” (Agências de Inovação), responsáveis por valorar seus resultados de pesquisa na forma de inovações.

Em 1999, a lei de inovação com seus 4 temas, revoluciona a paisagem da inovação.

"Lei sobre a mobilidade" de pesquisadores para as empresas;
  A criação de “Pré-Incubadoras”;
  A criação de “Fundos de Amorçage” (capital semente);;
  A criação do “Concurso de Empresas Tecnológicas Inovadoras”..

Este dispositivo sofreu complementações por duas vezes: em 2003, através de um plano de ação de incentivo à Inovação, criando o estatuto de “Jovem Empresa Inovadora”, e abrindo as portas para diversas medidas de apoio; e em 2006 através da Lei de Programa para a Pesquisa que reorganiza completamente a pesquisa, intensifica sua dinâmica de inovação e visa favorecer o desenvolvimento da pesquisa privada.

Últimos à surgirem destes diferentes dispositivos, os “Pólos de Competitividade” são criados para desenvolver a sinergia entre empresas, unidades de pesquisa e centros de formação dentro de um dado espaço geográfico e sobre um determinado tema.

Para ter acesso à informações mais completas sobre a Inovação na França, faça download do artigo:
Dos Parques Tecnológicos, aos Pólos de Competitividade:
O modelo Francês de Inovação Tecnológica
.


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