| PRESIDÊNCIA
FRANCESA DA UNIÃO EUROPÉIA
P.:
O Sr. acha que a França
irá aproveitar a presidência
da União Européia
para tentar reunir os 27 e
falar a uma só voz
sobre a questão do
Oriente Médio? Será
feita uma tentativa de harmonizar
as posições
para se falar a uma só
voz e obter mais eficiência?
R.:
Boa idéia! Nós
pensamos nisso, mas não
funcionou! Sob a Presidência
Francesa, espero que funcione
e não devemos acusar
a presidência eslovena,
que fez tudo o que pôde.
A respeito do Kosovo, a respeito
da Sérvia, nós
obtivemos uma atitude comum
de abertura para o que se
chama de Acordo de Estabilização
e Associação.
É muito difícil.
Li hoje mesmo um artigo de
jornal, cujo nome não
vou citar, sobre o que seria
necessário fazer durante
a presidência francesa.
Sei que é preciso fazer,
mas sem arrogância.
Com 27 países, é
muito difícil e normal,
na construção
de uma instituição
como essa, que é puramente
original e que consiste em
conservar Nações,
com um direito. No momento,
não se trata do Tratado
de Lisboa. Veremos com a maioria
absoluta, pode ser que fique
mais fácil, será
certamente mais fácil
quanto a essa questão.
É preciso que todo
mundo esteja de acordo. Sobre
questões tão
complexas como a do Oriente
Médio, é claro
que espero que a presidência
francesa chegue a essa atitude
comum. Mas espero também
isso da presidência
eslovena e faço tudo
para ajudar meu amigo Dimitri
Rupel. Vamos passar estes
dois dias com ele e desejamos
que haja uma atitude comum.
Já chegamos a isso
a respeito da União
pelo Mediterrâneo. Todo
mundo ficou de acordo e, no
entanto, o confronto foi classificado
de muito duro. É assim
na Europa: se não estamos
de acordo, falamos alto e
claro. Além disso,
trata-se de uma oportunidade
para aplainarmos o terreno
e encontrarmos o interesse
comum. Trata-se de um exercício
de interesse comum e de interesse
geral para 27 países,
o que é diferente,
mais difícil do que
para um só país.
Entretanto,
a respeito do Oriente Médio,
o que muda? O que muda é
que, aparentemente, haverá
uma reunião de cúpula
em Damasco, enquanto que todo
mundo gritava que não
haveria reunião de
cúpula porque não
foram realizadas eleições
no Líbano. Haverá
uma reunião de cúpula
em Damasco. Será que,
depois, haverá uma
nova iniciativa? Espero que
sim. Ela será francesa?
Desejo que seja européia
e entre os 27, isso seria
bem melhor. Digo uma vez mais:
trata-se de um exercício
muito difícil.
(...)
|