BIOTECNOLOGIA
Assistimos
nos últimos anos a um vigoroso esforço brasileiro de organização
nas áreas da genômica e de suas aplicações
biotecnológicas: criação do
programa intitulado "Biotecnologia e Recursos Genéticos do
MCT", apoio das fundações estatais como a FAPESP e
criação do Fundo Setorial de "biotecnologias".
Existem cerca de 7.000 pesquisadores brasileiros nessa área, e
o programa brasileiro tende a reforçar seus vínculos com
a indústria.
A
cooperação com a França pode ser dividida em três
setores:
1.
A biodiversidade, a valorização das substâncias naturais
e as aplicações agro-alimentares da biotecnologia. Esses
setores implicam um grande número de colaborações
com o CIRAD, o IRD e o CNRS, em relação ou não com
o campo de pesquisa amazônico.
Vale
destacar, a esse respeito, a criação pelo CNRS de um importante
instituto de pesquisa sobre a valorização das substâncias
naturais, em Caiena, que terá por vocação cooperar
com laboratórios homólogos brasileiros.
Deve-se
observar também que, nesse setor, já existem alguns exemplos
de cooperação na área da Pesquisa para a Indústria,
como o programa "Caracterização analítica da
cana de açúcar com vistas à valorização
nos usos cosméticos" (CIRAD-Gattefossé/Unicamp-Copersucar),
que obteve em 2001 um apoio no âmbito do Programa Delta.
2.
A biotecnologia com vistas a aplicações médicas,
com cooperações com o INSERM e o Instituto Pasteur (em particular,
com a FIOCRUZ do Rio de Janeiro).
3.
A bioinformática, (constituição de bancos de dados,
utilização de aplicativos de simulação). Um
seminário conjunto nesse setor foi realizado em Lyon, em 2002 e
poderá resultar em uma colaboração entre as equipes
francesas e brasileiras.
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