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Festival de Cannes da Periferia

Projeção,
na abertura do festival “Cannes e a
Periferia”, de Dias de Glória,
de Rachid Bouchareb, na cidade de Saint-Denis.
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Persépolis, de Marjane Satrapi,
Et toi, t’es sur qui ? (Você
tá em cima de quem?) de Lola
Doillon, ou À prova de morte,
de Quentin Tarentino, foram exibidos
em Cannes em 2007. Também em
Sevran, em Clichy-sous-Bois e em La
Courneuve, na periferia de Paris.
Dez cidades da região de Seine-Saint-Denis
ofereceram, de 17 a 26 de maio, a
exibição gratuita ao
ar livre dos filmes que competiam
no Festival Internacional de Cannes.
Um sucesso absoluto, graças,
sobretudo, ao trabalho das associações
locais que garantiram um público
de mais de 6.000 pessoas em algumas
noites. O objetivo do diretor e produtor
Luc Besson, idealizador desse festival
“Cannes e Periferia”,
era “fazer com que esses moradores
participassem desse acontecimento
normalmente inacessível”
e dá continuidade a seu trabalho
social em Seine-Saint-Denis, lugar
que escolheu para implantar uma Cidade
Européia do Cinema. Essa cidade
será constituída de
locais de filmagem, salas de montagem
e mixagem, oficinas de construção
de cenários e de figurinos
e maquetes. Esse complexo dedicado
ao cinema reunirá as diversas
empresas do grupo Luc Besson, dentre
as quais EuropaCorp; mas será
também acessível a outras
empresas do ramo. Sua inauguração
está prevista para 2009 e custará
130 milhões de euros, sem nenhum
financiamento do Estado.
Audrey Levy, jornalista
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