| Lyon:
a saúde do futuro

Lyon
é a sede da BioMérieux, primeiro
lugar em diagnóstico bacteriológico.
Com o Lyonbiopôle,
a ambição de Lyon é ocupar
o primeiro lugar no mundo no que tange à
luta contra as doenças infecciosas.
Lyonbiopôle
é um dos cinco pólos franceses
de competitividade[1]
de envergadura
mundial, que associam numa mesma região,
empresas, centros de formação,
unidades de pesquisa num espírito de
sinergia. Este projeto muito ambicioso quer
reunir a competência de Grenoble em
nanotecnologia e de Lyon no campo da saúde
com o objetivo de preparar as armas biológicas
de amanhã contra a AIDS, a hepatite
C ou uma eventual pandemia de gripe aviária...

Tratamento
de câncer do pulmão por
meio de terapia gênica. |
Caução
industrial
Lyon
dispõe de sérios trunfos
para enfrentar esse desafio. Para
começar, uma muito boa caução
industrial, a presença da Mérial,
número um mundial das vacinas
de uso veterinário, de Sanofi-Pasteur,
primeiro produtor mundial de vacinas
humanas, e de BioMérieux, primeiro
lugar em diagnóstico bacteriológico.
Lyonbiopôle
conta também com filiais de
grandes empresas da saúde como
Becton Dickinson ou Genzyme, numerosas
PMEs[2]
e novas empresas de alta tecnologia
como Flamel, OPI, Genome Express,
Protein’eXpert, genOway, ou
Transgene. As empresas de biotecnologia
são apoiadas pela Grande Lyon[3],
que criou um programa imobiliário
(Bioparc) dedicado às profissões
de saúde e o projeto Lyonbioadvisor,
que oferece diversos serviços
para facilitar a implantação
de empresas com projetos em biotecnologia.
Um potencial científico
de altíssimo nível
Lyon, que está
recebendo o Biovision, primeiro fórum
mundial das ciências da vida,
conta igualmente com um potencial
científico de altíssimo
nível. Se olharmos unicamente
o bairro Gerland, nele encontraremos
26 estabelecimentos de ensino superior
e de pesquisas em biotecnologia. A
cidade dispõe também
de grandes equipamentos internacionais,
como o laboratório de segurança
máxima Jean-Mérieux-Inserm,
um dos quatro estabelecimentos mundiais
que têm a classificação
“P4”, por causa da periculosidade
e raridade dos organismos que ele
está encarregado de estudar.
Também está programada
a abertura em breve de um centro europeu
de ressonância magnética
nuclear (RMN) de alto campo e do futuro
centro de infectologia.
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O
pólo é estruturado em
torno de três programas: diagnóstico
e vacinas, novas terapias, vigília
epidemiológica. Já foram
lançados cerca de 60 projetos,
o que representa um investimento final
de mais de 370 milhões de euros.
GAP (gripe aviária e pandêmica)
é um dos projetos mais adiantados
e tem como objetivo diminuir o prazo
em que um tipo de vírus na origem
de uma epidemia é detectado e
da produção da vacina
de cinco para quatro meses. Lyonbiopôle
é também uma oportunidade
para melhorar o sistema de administração
da vacina MicroVax que, ao injetar uma
micro dose diretamente na derme, garante
uma maior eficácia, um custo
reduzido e uma segurança aumentada
para os terapeutas, que poderá
em breve revolucionar o mercado das
vacinas.
[1]
Um pólo de competitividade é
o reagrupamento de empresas, centros
de pesquisa e órgãos de
formação em um dado território,
conjuntamente engajados em projetos
inovadores. 66 pólos franceses
receberam registro em julho de 2005.
[2]
Pequenas e médias empresas com
menos de 50 funcionários.
[3]
Comunidade Urbana de Lyon, que agrupa
57 comunas.
Para
saber mais:


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