Pequeno léxico
para uso dos neófitos...
•
Best of:
significa “o melhor de”
em inglês. Disco no qual são
reunidas as músicas de maior
sucesso de um artista.
• Clube:
local onde as pessoas se reúnem,
à noite, para dançar
e ouvir música.
• Compilação:
disco que pode reunir vários
artistas em torno de um tema ou um
estilo musical.
• Disco:
estilo musical que apareceu no final
dos anos 1970. Música dançante
(“disco” vem de “discoteca”,
ancestral do clube) e festiva, a disco
empresta sonoridades do funk e do
soul (dois gêneros afro-americanos),
assim como do pop, insistindo no ritmo
e nos refrões.
• DJ:
“disc-jokey” em inglês.
Pessoa que “mixa” (mescla)
as músicas e que é responsável
pela programação musical
de um clube noturno.
• Funk:
estilo musical nascido da soul music,
apareceu no início dos anos
1970, graças a James Brown.
A música funk caracteriza-se
pela importância rítmica
na construção da melodia,
em que a bateria, as percussões
e o baixista têm papel de destaque.
• Garage:
música house apreciada em Nova
Iorque, que deve seu nome ao clube
Paradise Garage.
• Hip-hop:
movimento cultural e musical nascido
da mistura entre o modo de vida urbano
e as músicas negras americanas.
A cultura hip-hop é mais ampla
do que a música. Além
do rap ou do slam, ela compreende
a dança (breakdance), o grafite
(desenho, pintura em spray em muros),
os esportes de rua (tal como o skate-board)
e até um estilo de roupa.
• House
Music:
foi a primeira forma de música
eletrônica, surgida na metade
dos anos 80, nos Estados Unidos. Repetitiva,
influenciada pela disco, continua
sendo o estilo predileto dos night-clubbers.
•
Lounge: gênero
musical feito para criar, em bares
e restaurantes, uma atmosfera convivial,
calorosa e relaxante.
•
Mixar:
usar músicas já existentes
(normalmente dois discos) para criar
uma nova, mas também significa
pôr discos, um depois do outro,
para criar uma atmosfera musical coerente.
• Músicas
eletrônicas:
apareceram no final dos anos 80, na
Grã-Bretanha (Manchester) e
nos Estados Unidos (Detroit, etc.),
antes de chegarem aos ouvidos do grande
público no final dos anos 90.
Representam, atualmente, uma galáxia
musical por si só. É
chamada de música eletrônica
porque sua sonoridade é trabalhada
por meio de computadores, criando
sons que não seriam obtidos
em gravações de instrumentos
tradicionais em um estúdio.
Como o rock, as músicas eletrônicas
ramificaram-se em função
de diversas influências: a eletrônica
é marcada pelo jazz e pelo
pop, a jungle pelo reggae, a garage
pela soul music, o trip-hop pelo hip-hop
e a tecno e o hardcore pelo punk e
pela música “progressiva”
do final dos anos 70.
Como ponto comum de todas as suas
variações, a música
eletrônica tem como estrutura
de base um ritmo (chamado de beat,
cuja velocidade pode variar) sobre
o qual se combinam boucles (um som
ou frase musical que é repetida
em diferentes freqüências)
ou samples (trechos bem curtos de
uma canção). A essa
estrutura certas correntes (eletrônica,
house, tecno) acrescentam teclados;
outras, vozes (garage ou jungle).
• Night-clubber:
do inglês, aquele que freqüenta
clubes.
• Pop:
estilo
de rock iniciado pelos ingleses (foram
os Beatles que inventaram o pop).
Diferencia-se do rock por sua estrutura
menos binária e por uma maior
liberdade de escolha quanto à
formação: pode haver
violinos, teclados, trompetes, etc.
•
Remix:
nova versão de música
já existente.
• Rock:
música “branca”
surgida no final dos anos 50, nos
Estados Unidos. Inspirada nas músicas
negras americanas, principalmente
no blues e no rhythm and blues (R’n’B);
caracteriza-se por sua formação
composta por uma guitarra, um baixo,
uma bateria, voz e ritmos binários
bem marcados.
• Scratch:
procedimento que consiste em fazer
rodar de trás para frente um
disco de vinil sobre o toca-disco
com a finalidade de obter um efeito
especial.
• Trip-hop:
corrente musical que surgiu em Bristol
(Inglaterra), no início do
anos 80. Suas estrelas são
Massive Attack, Triky e Portishead.
É uma música lenta,
influenciada pelo hip-hop no uso do
scratch e das vozes, pela house, no
uso dos boucles de frases musicais,
e pelo jazz e a dub (versão
instrumental e lenta do reggae) nos
ritmos e no estado de espírito.
• Trash:
decadente e festivo, seja pelos temas
abordados (excessos de todos os tipos),
seja pelas sonoridades, duras e saturadas.
• Underground:
significa “subterrâneo”em
inglês, qualifica uma corrente
artística, um criador ou uma
comunidade que está fora dos
principais circuitos de produção
e distribuição.
• VIP:
em inglês “very important
person”, pessoas que são
importantes em sua área.
Édouard
Vinçotte