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Festival de Cannes comemora 60 anos

Para celebrar
em grande estilo seu sexagésimo aniversário,
o Festival de Cannes pediu a 35 diretores de
todo o mundo que evocassem, em três minutos,
o que lhes inspirava... uma sala de cinema.
O resultado foi O Cinema de Cada Um, filme-mosaico
descoberto pelos autores em sua íntegra
ao mesmo tempo que a platéia, durante
o Festival.
Para o presidente
do festival, Gilles Jacob, a idéia era
reunir cineastas, mas não qualquer um:
“Aqueles que tiveram o mérito –
que não é pequeno atualmente –
de fazer o cinema progredir como arte.”
Responderam “presente” o americano
Gus Van Sant, o inglês Ken Loach, o polonês
Roman Polanski, o mexicano Alexandro Gonzalez
Iñarritú, o chinês Wong
Kar-Wai, a neozelandesa Jane Campion, o israelense
Amos Gitai, o egípcio Youssef Chahine,
o iraniano Abbas Kiarostami..., além
de, do lado francês, Olivier Assayas e
o fotógrafo e documentarista Raymond
Depardon, todos prontos a celebrar juntos, nas
palavras de Gilles Jacob, “a sala onde
a chama artística ainda pode se acender
quando a luz é apagada e o filme começa”.
Vale tomar
nota: o Festival de Cannes, em parceria com
o Ministério das Relações
Exteriores, em seu projeto de promoção
das cinematografias do Sul, reserva um dia para
a projeção de filmes africanos,
com o programa “Todos os cinemas do mundo”,
organizando encontros com 20 cineastas da África
Subsaariana, bem como uma festa sobre o tema
desse continente, que conta para a sétima
arte.
Stéphanie
Sequeville, jornalista |