Ministério das Relações Exteriores

Blanca Li no centro da dança contemporânea

O balé Alarme, criado em 2004, na Bienal de Dança de Lyon pela coreógrafa Blanca Li.

Seus espetáculos flamejntes são uma fonte de vigor e beleza que fascina um público entusiasta, cada vez maior desde 1995, com Salomé, seguido de Le Songe du Minotaure (O Sonho do Minotauro), Zap ! Zap ! Zap !, Les Indes Galantes (As Índias Galantes) e Shéhérazade para a Ópera de Paris. A bailarina e coreógrafa Blanca Li, cheia de energia criativa, rigorosa e generosa, devora a vida como amante da arte. Aos dezessete anos, essa espanhola nascida em Granada mudou-se para Nova Iorque, onde estudou com a grande coreógrafa americana Martha Graham. Ela assistiu ao nascimento do hip-hop, que incorporou, entre vários outros gêneros, a suas criações como, por exemplo, Macadam Macadam (1999).

“Criei minha companhia na França em 1993, comenta, pois as perspectivas de difusão da dança contemporânea por meio da rede pública francesa (inclusive no exterior) são inigualáveis”, que inclui notadamente um “circuito de salas suficiente para manter uma companhia com essa importância durante o ano inteiro”. Sua companhia está atualmente em residência na Ópera de Massy, perto de Paris, e Blanca Li foi nomeada, em 2006, diretora artística do Centro Andaluz de Dança de Sevilha, na Espanha.

“A riqueza do mundo cultural francês me dá, afirma, a oportunidade de trabalhar com colaboradores em diferentes áreas artísticas que correspondem a toda essa diversidade que é minha fonte de inspiração, inclusive o cinema”. Ela adora “o desejo de diversidade cultural que o público e as instituições manifestam” e acrescenta: “Estou maravilhada de ver um público que ficou encantado com meu filme de hip-hop, Le Défi (o Desafio), e que assistiu em grande número, em seguida, Corazón Loco*, inspirado na música contemporânea”.

Monique Perrot-Lanaud, jornalista

* Corazón Loco celebra o amor, seus êxtases e tormentos. Criado no Teatro Nacional de Chaillot em janeiro de 2007 com o grupo vocal Sequenza 9.3, sobre uma partitura de Édith Canat de Chizy, o espetáculo está atualmente em turnê pela França, antes de partir para Madri, no outono de 2007.