Ministério das Relações Exteriores

O arquiteto Le Cobusier (1887-1965)

A Casa Savoye, concebida no final dos anos 1920 e tombada pelo patrimônio histórico em 1965.

O prédio principal do Museu Nacional de Arte Ocidental do Japão, em Tóquio (1959).

A igreja Saint-Pierre de Firminy, na França, concluída em 2006,
de acordo com as plantas do arquiteto.

As casas La Roche-Jeanneret, concebidas em Paris, em 1923, abrigam a Fundação Le Corbusier, que conserva um grande número de arquivos e a maior parte dos estudos e plantas originais daquele que dizia que a arquitetura era “um jogo inteligente, correto e magnífico dos volumes reunidos pela luz”.

Personalidade obrigatória da arquitetura do século XX, teórico da cidade moderna e inventor das “cidades radiantes”, Charles-Édouard Jeanneret, conhecido por Le Corbusier, formou seu olhar desde jovem, ao longo das viagens que o levaram por toda a Europa e até as portas do Oriente. Instalado em Paris em 1917, conheceu os pintores cubistas Picasso e Braque, participando, nos anos 30, da redação da Carta de Atenas, manifesto que define os fundamentos de uma cidade moderna, varre a herança da Antigüidade e inventa um novo espaço para uma nova vida.

Suas idéias concretizam-se em realizações visionárias por todo o mundo: da casa Savoye, em Poissy (1928-1930), perto de Paris, à cidade indiana de Chandigarh e seus palácios públicos (nos anos 50). Ele combina a pureza das formas com a força dos volumes, utilizando materiais então novos, como concreto, cuja irregularidade ele compara à da pedra romana. Seu estilo é marcado por algumas características recorrentes, os pilotis, as amplas fachadas de vidro e os tetos-terraços, promessas de um belo futuro arquitetônico. Seus canhões de luz – que fazem com que o sol entre, formando um jogo de linhas – são o símbolo de uma arte que sonha conciliar a ordem com a poesia.
Aquele que desejava, acima de tudo, “construir com dignidade” deixou sua marca e suscitou vocações em vários países, entre os quais a Rússia e o Brasil. As suas reflexões sobre a concentração urbana soam ainda hoje curiosamente atuais.

A redação