| O
sucesso dos artistas franceses no mercado
internacional

Camille,
com seu álbum Le Fil, apresentou-se
na América Latina, nos Estados Unidos
e no Oriente Médio com o apoio de CULTURESFRANCE
Os artistas
franceses têm uma boa exportação:
canção, rap, música eletrônica,
rock e músicas do mundo. Um sucesso
apoiado pelo poder público que, por
meio de várias instituições,
suscita e mantém o gosto pelos criadores
vindos da França.
O álbum
de música francesa que mais vendeu
em 2006 no exterior foi um disco de …
tango! O grupo Gotan Projet, que mescla tango
com música eletrônica, vendeu
mais de 1 milhão de cópias para
exportação: 750.000 cópias
de La Revancha del Tango, mais de 300.000
do CD anterior, Lunatico, os dois lançados
por um selo independente (Ya Basta). Bela
prova da diversidade do cenário francês
atual, que não se limita mais à
canção. Também é
uma bela prova do desempenho dos pequenos
selos, que obtêm freqüentemente
50% ou até 70% de suas vendas no mercado
internacional.

A
banda de rock Hushpuppies |
Um terço
das vendas destinadas à exportação
Primeira constatação:
a música francesa mostra uma
saúde esplêndida em âmbito
internacional, apesar da crise do
disco que afeta a indústria
mundial. Cerca de 30 milhões
de álbuns foram vendidos para
a exportação em 2005,
representando 183 milhões de
euros em volume de negócios,
ou seja, um terço das vendas
globais francesas. A Europa continua
a ser o primeiro comprador de música
produzida na França e vários
selos franceses também produzem
artistas estrangeiros (Amadou &
Mariam, Salif Keita, etc.). Além
disso, desde 2004, as vendas aumentaram
mais do que o dobro nos Estados Unidos
e 20% no Japão.
Shows no exterior
em alta
Desde 2003,
o número de shows franceses
vem crescendo bastante, contradizendo
a morosidade da indústria mundial
do disco. Em 2006, cerca de 5.000
espetáculos musicais de artistas
franceses ou produzidos na França
aconteceram no exterior, dos quais
1.500 nos Estados Unidos (contra 1.000
em 2005), 1.350 na Alemanha e 600
no Reino Unido.
As músicas atuais francesas
empolgam no exterior. E, principalmente,
a produção eletrônica
(Bob Sinclar, Daft Punk, etc.), rock
(Phoenix, Hushpuppies, Kill the Young,
etc.) e metal (com Gojira), que fazem
um enorme sucesso inclusive nos bastiões
do rock que são os Estados
Unidos e o Reino Unido.
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A
canção também
é muito apreciada no exterior,
com novos artistas como Camille, Vincent
Delerm, Carla Bruni e Benjamin Biolay.
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O compromisso do poder público
Esses
resultados foram possíveis graças
ao apoio ativo de várias instituições.
CULTURESFRANCE (ex-AFAA), financiado
pelos Ministérios das Relações
Exteriores e da Cultura e da Comunicação,
organiza turnês, estadas, cursos
de especialização, ateliês
de criação de algumas
centenas de artistas a cada ano, de
todos os gêneros musicais. Seu
programa “Geração
Músicas”, baseado na música
atual – pop, rock, canção,
jazz, reggae, hip-hop, eletrônica,
etc. – apresenta o cenário
musical francês no Magreb, no
Oriente Médio desde 2003 e na
América Latina desde 2005: Louise
Attaque em Túnis, Camille em
Ramallah, Lokua Kanza no Rio e M no
Cairo, eletrizam as multidões
e conquistam novos públicos.
Em 2007, um novo programa foi implementado
na área do jazz – o “Jazz
primeur” – para ajudar a
nova geração.
O Bureau Export, implantado em oito
países que importam discos franceses
(Austrália, Alemanha, Brasil,
Estados Unidos, Reino Unido, Japão,
México e Rússia) e financiado
de maneira igual pelos profissionais
do disco e pelo poder público,
ajuda os selos a melhorarem suas vendas
no mercado internacional.
O Departamento das Indústrias
Musicais do Ministério das Relações
Exteriores, criado em 1997, busca apoiar
a comercialização de discos
franceses no exterior da mesma forma
que o cinema, por exemplo. Seu objetivo
é acompanhar uma área
profissional que gere empregos na França
e contribuir para mudar a imagem de
nosso país no exterior, com a
promoção de novas músicas
destinadas ao público jovem de
todos os meios sociais e não
necessariamente francófono: a
música eletrônica, sem
letra, tornou-se uma linguagem universal!
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Laurent
Garnier, pioneiro da música
eletrônica da França,
é considerado um dos melhores
DJs do mundo.
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Por fim, a Francophonie Diffusion,
financiada pelo poder público
e pelos profissionais da música,
é responsável pela promoção
dos artistas produzidos na França
e na Bélgica nas ondas radiofônicas.
O envio de discos (200.000 em treze
anos) é hoje substituído
pelo download de arquivos de som na
Internet: cerca de 200 rádios
nos cinco continentes adquirem músicas
nesse site, pagando os devidos direitos
autorais.
Vale
ressaltar: os franceses não
são os únicos alvos
de todas essas ações.
O CULTURESFRANCE também cuida
da nova criação africana
e caribenha e, por meio do programa
“África e Caribe em Criação”,
faz rodar em turnê artistas
de world music que cantam em árabe
e wolof, enquanto o Bureau Export
é responsável por todos
esses músicos – inclusive
os estrangeiros – produzidos
pelos selos franceses (Cesaria Evora,
Ayo, Richard Bona, etc.).
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25ª
Festa da Música: concerto nos
jardins do Ministério da Cooperação |
Na mídia
Esse
dispositivo institucional é
complementado pelas iniciativas nos
órgãos de imprensa.
A Radio France Internationale (RFI),
transmitida em FM para vários
países, tem 4 programas musicais,
um dos quais, “Bande Passante”,
é dedicado principalmente ao
novo cenário emergente francês.
A RFI oferece aliás a 150 rádios
situadas em solo africano a possibilidade,
graças ao satélite,
de receber ou retransmitir seus programas.
A rede televisiva
francófona TV5 tem um programa
semanal de músicas vivas, o
“Acoustic”, e, principalmente,
um site Internet que dispõe
de centenas de videoclipes de artistas
franceses e francófonos.
O Conselho
Francófono da Canção,
finalmente, do qual a França
faz parte, apóia a promoção
de artistas africanos, principalmente
por meio de CDs promocionais apresentados
em feiras profissionais e já
revelou um bom número de talentos
hoje reconhecidos, como Rokia Traoré
ou Tiken Jah Fakoly.
A França
aparece, assim, pela diversidade de
seu sistema de apoio e, principalmente,
pelo número de artistas e shows
financiados no exterior – graças
a sua vasta rede de institutos culturais
– como o país do mundo
mais comprometido publicamente com
a promoção do cenário
musical no exterior. Um cenário
que fala ao mundo todo, pois ele se
manifesta em – quase! –
todas as línguas do planeta!
Nadia
Khouri-Dagher jornalista
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Vendas de discos franceses
por regiões do mundo (2005)
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• Europa:
70 %
(Alemanha: 14
% e Benelux: 15 %)
• Américas:
15 %
(Estados Unidos:
9 %)
• Ásia:
10 %
(Japão:
6 %)
• Oceania:
3 %
• África:
2 %
Fonte: Bureau
Export da música francesa.
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As melhores vendas em
termos de exportação de artistas
franceses (2006)
| |
Artista |
Gênero |
Álbuns
vendidos |
| 01 |
Gotan Project |
Eletro-tango |
1 050 000 |
| 02 |
Bob Sinclar |
Eletrônica |
500 000 |
| 03 |
Hotel Costes |
Lounge |
230 000 |
| 04 |
Daft Punk |
Eletrônica |
200 000 |
| 05 |
Nouvelle Vague |
Pop/eletro |
150 000 |
| 06 |
Raphaël |
Canção |
150 000 |
| 07 |
Rinôçérôze |
Eletro-rock |
100 000 |
| 08 |
Pinocchio |
Infantil |
75 000 |
| 09 |
Camille |
Canção |
75 000 |
| 10 |
Joe Dassin |
Canção |
75 000 |
| “Na revista
Label France: ”
- n° 65:
- n°
64:
- n°
63:
- n°
52:
- n°
46:
|

Concertopor
ocasião da 11ª edição
de "Música do mundo em um jardim"
no Ministério da Cooperação
(Paris)
|
Para saber mais:
•
Observatório da Música:
• Bureau
Export da música francesa:
• CulturesFrance:
• RFI:
• TV5:
• Francophonie
Diffusion:
• Conselho
Francófono da Canção:
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