O "SLAM" francês decola
Abd al Malik
Setembro de 2006: o “slam” vira notícia na França, com sucesso de público e crítica de dois novos artistas. Vindo dos Estados-Unidos, organizado originalmente em forma de torneio de poesia, essa arte das palavras reaviva a tradição francesa da “canção de texto” e quer, como o rap, de quem é primo bem próximo, dar voz a todos.
Abd Al Malik é negro, nasceu em 1975 em Paris, numa família de imigrantes congoleses e cresceu na periferia de Estrasburgo. Ele encarna a contradição: aluno brilhante de dia, delinqüente à noite, torna-se, em seguida, adepto de um islamismo radical e cantor de rap. Estudante (formado em Letras Clássicas e Filosofia), encontra finalmente o sufismo, que acalma sua sede por espiritualidade sem sectarismo. São testemunhas desse processo seu livro Qu’Allah Bénisse la France (Que Alá Abençoe a França) – ed. Albin Michel, Paris, 2004 – e seu segundo disco solo Gibraltar (2006), poético e lúcido, inspirado na canção, no jazz e no “slam”.

Grand Corps Malade
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Nascido em 1977 na periferia parisiense, “Grande Corpo Doente” é branco escolheu seu pseudônimo em razão da deficiência que um acidente praticando esporte. O artista “slama” desde 2003 em pequenos bares parisienses. Seu primeiro disco, Midi20 (lançado em março de 2006), vendeu 300.000 exemplares e deu visibilidade a esse autor engajado que criou um “café cultural”, o Slam’Alikoum, ministra ateliês de escrita e gosta de “disparar versos em todas as direções”
Monique Perrot-Lanaud, jornalista |
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