Ministério das Relações Exteriores.

A Europa em rede

 

A Europa concentra esforços no desenvolvimento das Redes Transeuropéias (RTE) para facilitar a livre circulação de mercadorias, pessoas e serviços através da União. 

Criadas nos anos 1980, com a instalação de um mercado único, as redes transeuropéias têm por finalidade facilitar a harmonização, a junção e o desenvolvimento das infra-estruturas dos países-membros, consolidando a coesão econômica, social e territorial da União.

Transportes: eixos prioritários

O sucesso de certos projetos, como o da rede de trens de grande velocidade (TGV) Londres-Paris-Bruxelas pode ser atribuído à União. Porém, ainda resta muito a fazer.

A Europa, reduzindo suas ambições iniciais, concentrou-se recentemente no desenvolvimento de trinta projetos prioritários. 80% de suas vias transnacionais são ferroviárias: trem de grande velocidade entre a França e a Alemanha, via Lyon-Turim-Trieste-Budapeste-fronteiras ucranianas, novo eixo de frete nos Pireneus...

“Estradas do mar” também devem ligar os países isolados, além de dobrar as infra-estruturas terrestres saturadas, como a da travessia dos Alpes e a dos Pireneus. A RTE Transports apóia-se em grandes programas industriais que desenvolvem sistemas de radionavegação por satélite (GALILEO, ver artigo à página 30), de interoperacionalidade ferroviária (ERTMS) e de modernização da gestão do tráfego aéreo (SESAR).

Ênfase sobre a capacidade dos trens de circular em qualquer rede européia e concorrer com os trasnportes rodoviários

Energia: segurança e competitividade

As redes transeuropéias energéticas, por sua vez, têm por objetivo garantir a segurança do abastecimento e fortalecer, dessa forma, a competitividade das empresas européias, grandes consumidoras de energia. Entre os doze projetos prioritários selecionados, a maior parte está relacionada ao gás e à eletricidade (conexão de regiões isoladas, desenvolvimento de interconexões entre os países-membros e com outros países, aumento da capacidade de estocagem e transporte, etc.).

A fim de promover o desenvolvimento das RTEs, a UE propôs um significativo aumento de seu orçamento para o período de 2007 a 2013. Vale lembrar que 4,6 bilhões de euros foram destinados a esse orçamento no ciclo precedente (2000-2006).

Emmanuel Thévenon, jornalista


Harmonização das telecomunicações

Esse projeto levou à atribuição de um prefixo comum (00) para as chamadas feitas para o exterior, à criação de um número de emergência europeu, o 112, acessível a todo o cidadão europeu onde quer que esteja para a obtenção de socorro médico ou policial, e à extensão Internet: “.eu”. A UE também criou, em 2004, uma agência européia (ENISA), responsável pela segurança das redes e da informação. Finalmente, o programa i2010 lançou a perspectiva de uma “biblioteca on line” para facilitar o acesso de todos às fontes européias.