Editorial do Ministro das Relações Exteriores
![]() Uma relação transatlântica equilibradaNosso país deve também
participar intensamente dos esforços
para que se estabeleçam relações
transatlânticas equilibradas e dinâmicas.
Do Líbano ao Afeganistão, passando
pelos Bálcãs, a França,
a Europa e os Estados Unidos já cooperam
estreitamente em diferentes campos de ação.
Mas os desafios mundiais aos quais somos confrontados
pedem mais ambição e acordo. É
o caso do Oriente Médio, onde tudo deve
ser feito para que a esperança de paz
entre israelenses e palestinos, hoje tão
próxima, se concretize. É o caso
também da África, essa “nova
fronteira” onde se concentram todas as
ameaças, mas também todos os riscos
e todas as esperanças do mundo de hoje
– o desenvolvimento, a saúde, o
meio ambiente, mas também a democracia,
a justiça e a segurança. Os valores
que a França e os Estados Unido têm
em comum, nossos interesses, nosso futuro, merecem
um diálogo aberto, honesto, sereno dentro
do respeito às convicções
de cada um. Foi por essa razão que me
dirigi a Washington e Chicago já no início
de julho. Responder à crise, saber antecipá-la,
criar também meios para apaziguá-la,
tudo isso faz parte das missões cotidianas
de nossa diplomacia. No Oriente Médio,
continuaremos a trabalhar por um Iraque estável
e soberano, apoiando a coragem do povo iraquiano
e exortando incansavelmente ao diálogo
entre todas as comunidades. Continuaremos também
a privilegiar com o Irã a via de um diálogo
construtivo, notadamente na área nuclear,
para que possa ser encontrada uma solução
dentro do respeito aos princípios de
não-proliferação e que
afaste qualquer ameaça. O brilho de nossa culturaVários outros temas
mobilizarão nossos diplomatas em missão
ou em Paris nos próximos meses –
com nossos amigos do Magreb, com a Rússia,
grande potência vizinha e parceira maior
da comunidade internacional e também
na Ásia e na América Latina, onde
a França tem a intenção
de estar mais presente. A difusão de
nossa língua, o brilho de nossa cultura,
nosso combate em favor da diversidade cultural,
assim como o dinamismo de nossas empresas no
mercado internacional representam diferenciais
importantes para nossa influência e para
a difusão de nossos valores e nosso savoir-faire.
Juntamente com Brigitte Girardin, ministra da
Cooperação, do Desenvolvimento
e da Francofonia, pretendo tirar o máximo
proveito de tudo o que a França tem de
melhor para que nosso país continue a
desempenhar, no cenário internacional,
o papel que lhe cabe. Reforçar a segurança,
consolidar a paz e a democracia passam também
pela instauração de um diálogo
multilateral mais eficaz e mais afirmativo.
É com esse espírito de responsabilidade
que a França defenderá, a partir
de setembro em Nova Iorque, sua visão
de uma globalização mais humana
e mais justa, durante esses dois encontros maiores
que são a Cúpula sobre os objetivos
do milênio e a 60ª Assembléia
Geral das Nações Unidas. Eu sei
que ela será ouvida com atenção,
dada a mensagem universal que não cessou
de promover ao longo de sua história. Philippe Douste-Blazy ![]() |
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