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 Sumário n°60

 Editorial

 Dossiê 60e  aniversário  da ONU: mudanças em  vista

60e aniversário da ONU: mudanças em vista



O Conselho de Segurança, principal órgão de decisão das Nações Unidas
(aqui em 2003), está no centro do debate sobre as reformas das instituições.

Em setembro de 2005, será aberta, em Nova Iorque, a 60a Assembléia Geral das Nações Unidas.

Para a França, para nossos parceiros europeus, mas também, de forma mais ampla, para os Estados que compartilham nossa ambição por um mundo mais seguro, mais livre e mais justo, trata-se de um encontro de grande importância ao qual nos dirigiremos com otimismo, mas também com grande determinação.

Três objetivos foram definidos pelo Secretário-Geral. Em primeiro lugar, o balanço, a um terço do percurso, da implementação da Declaração do Milênio aprovada no ano 2000, do qual devemos tirar todas as conclusões para dar impulso vigoroso à solidariedade internacional. Em segundo lugar, a chegada a um consenso aprofundado sobre as ameaças relacionadas à segurança internacional e as resposta coletivas a essas ameaças. Em terceiro lugar, a reforma das Nações Unidas e nossa obrigação de chegar a uma nova etapa do processo, iniciado em 1997 por Kofi Annan, com objetivo de fortalecer a autoridade e a eficácia do maior foro mundial multilateral.

Dois relatórios de alto nível contribuíram para a preparação dessa reunião e nosso país não deixou de contribuir com reflexões preparatórias assim que, em março de 2005, Kofi Annan apresentou aos Estados membros suas recomendações para fortalecer a ação coletiva nas áreas de desenvolvimento, segurança, direitos humanos e fortalecimento das instituições.

Os desafios que temos de enfrentar necessitam, mais do que nunca, da busca por um diálogo construtivo entre todos os envolvidos, dentre os quais, em primeiro lugar, os Chefes de Estado e de Governo.

A tarefa não é fácil, e provavelmente será necessário superar um grande número de divergências e conservadorismos, encontrar uma via entre o possível e o desejável, entre a audácia e o realismo. Entretanto, é com esse espírito de responsabilidade, com a consciência integral e plena de nossa interdependência, que a França pretende agir para fazer com que progridam suas iniciativas a serviço de uma ação coletiva.

Philippe Douste-Blazy
Ministro das Relações Exteriores


Dossiê

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