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 Sumário n°60

 Editorial

 Dossiê 60e  aniversário  da ONU: mudanças em  vista

Exposições



A ponte da Europa,
de Gustave Caillebotte (1876).

Caillebotte em Lausanne

A Fundação Hermitage de Lausane (Suíça) apresenta, de 24 junho a 23 de outubro de 2005, uma exposição inteiramente dedicada ao pintor e colecionador francês Gustave Caillebotte. Uma centena de obras estão reunidas com o intuito de esclarecer o papel deste artista no seio do impressionismo.

 

Illust:

100 years ago, 

de (...), 8.2 ko, 165x105
100 years ago,
de Peter Doig (2001).

 

« Big bang » no Centre Pompidou

Pela primeira vez, o Centro Pompidou decidiu apresentar as coleções do Museu Nacional de Arte Moderna de maneira temática e interdisciplinar, à luz de um elo ambíguo que une destruição e criação na arte do século XX. Em 4.500 m2, o percurso de “Big Bang” articula-se em torno de oito seções, da “Guerra” ao “Sexo”, passando pela “Subversão” ou a “Melancolia”. Pinturas, artes plásticas, fotografia, arquitetura, design, a exposição coloca em destaque a revolução provocada em todas as formas de expressão, pelos criadores do século XX, por meio da transformação dos códigos estéticos e da exploração de novos terrenos artísticos. Cubismo (Pablo Picasso, Georges Braque), surrealismo (René Magritte, Salvador Dali), dadaísmo (Francis Picabia, Marcel Duchamp), abstração (Wassily Kandinsky, Piet Mondrian): as 850 obras apresentadas – de 15 de junho de 2005 a 28 de fevereiro de 2006 – são um testemunho da profunda transformação da representação. Um olhar pertinente sobre o processo criativo de um século atormentado.



Groenlândia em Paris

Até o dia 2 de janeiro de 2006, o Museu do Homem de Paris faz do lado leste da Groenlândia o tema da segunda parte de sua temporada dedicada aos inuits. A exposição “Groenlândia, Ammassalik: contato”, que conta com o patrocínio da Presidência da República, apresenta a pesquisa etnográfica francesa nessa região e permite medir o choque do primeiro contato entre inuit e europeus. O exemplo dos ammassalimiuts mostra a evolução de um povo que, sob a tutela dinamarquesa, soube integrar-se de modo controlado ao mundo ocidental. Uma viagem que retraça a história dos inuits e as adaptações sucessivas dos groenlandeses do leste diante das transformações do século XX.

Damien Degeorges




 

Buren ocupa o Guggenheim

De 25 de março a 8 de junho de 2005, Daniel Buren, o famoso artista plástico francês, célebre por suas tiras listradas e pelas polêmicas que inicia, apresentou suas obras mais emblemáticas no Guggenheim, em Nova Iorque. Uma revanche sobre o museu que o excluiu da exposição internacional de 1971, pois sua gigantesca tela listrada de azul e branco tinha irritado os outros expositores. Mais de trinta nos após o incidente “The Eye of the Storm: Works in Situ by Daniel Buren” ocupou a totalidade do espaço do museu imaginado pelo arquiteto Franck Gehry, com uma instalação central “Around the corner”, criada especialmente para o espaço e elogiada pela crítica internacional. Um acontecimento para o Guggenheim que dedica pela primeira vez uma exposição de envergadura a um artista francês vivo.

 

Homenagem a um amante de Paris

Para comemorar os noventa e cinco anos de Willy Ronis, a prefeitura de Paris apresentará de outubro de 2005 a janeiro de 2006, uma retrospectiva do trabalho desse grande fotógrafo francês, fascinado pela capital. Conhecido por seu fotojornalismo de caráter social e sua queda pelos bairros populares de Paris, Willy Ronis marcou a paisagem da sexta arte. Por meio de fotografias, filmes e arquivos, a exposição, organizada em parceria com a agência Rapho, retraça o percurso do artista, dos anos 20 aos nossos dias. Entrada franca.

Stéphanie Secqueville
journaliste


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