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                     Análises e reflexões 

                     O Estado e a política cultural
        
por Philippe Poirrier *
                                                         dezembro de 2001

 

O surgimento de uma autêntica política pública da cultura, na França, é contemporâneo,  da criação em 1959, no alvorecer da Vª República, do Ministério das Questões Culturais, confiado pelo General de Gaulle ao escritor André Malraux. Mas essa jovem administração desde logo tem como base uma história já longa, baseada num amplo corpus teórico e legislativo. Uma herança nada desprezível.

Atualmente objeto de amplo consenso na opinião pública, a política cultural não raro é apresentada como um elemento constitutivo da "exceção francesa". Depois de situar em perspectiva as características da década Malraux, será necessário assinalar os principais desdobramentos sofridos por essa política ao longo dos trinta anos subseqüentes.


 
Uma intervenção antiga
 
A invenção da política cultural, 1959-1969
 
Sob o signo do desenvolvimento cultural, 1969-1981
 
O imperativo cultural, 1981-1993
 
A refundação da política cultural, 1993-2001
 
Bibliografia
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Uma intervenção antiga

De 1815 a 1875 sucedem-se cinco regimes, não sem violências e rupturas revolucionárias. Se a busca de uma forma estável de governo é difícil, em contrapartida uma ampla continuidade marca a política de desenvolvimento das artes e da cultura. O patrimônio das artes e da cultura é considerado, à parte os regimes e modalidades de gestão do setor, como poderoso fator de coesão nacional e identificação, desfrutando por este motivo do apoio constante do poder público.

Nos séculos XVII e XVIII, o Estado já exercera influência na criação cultural, com a fundação das Academias (de música, pintura, etc.) e das manufaturas reais (tapeçarias, porcelanas), a prática do mecenato real e o uso da censura. Mas é sobretudo na década revolucionária que se lança a especificidade da política cultural francesa. A dialética entre proteção e "vandalismo"(destruição das obras de arte) leva à invenção do "patrimônio nacional ". A política artística, que devia ser alimentada pela vontade de regeneração nacional, fracassa. Mas determinados temas, como o culto dos grandes homens, e certas práticas, como os concursos públicos, estão na origem de uma tradição artística republicana. Com o Consulado e o Império, a cultura é inteiramente posta sob a autoridade e a serviço de Napoleão I. A herança revolucionária não chega a ser totalmente rejeitada, mas sai grandemente alterada.

Essa primeira política do patrimônio é reinterpretada pela Monarquia de Julho (1830-1848). O estabelecimento de uma administração dos "monumentos históricos" constitui um momento-chave na construção de uma administração cultural estreitamente controlada pelo Estado. Sua essência não é de origem democrática e visa sobretudo referendar uma cultura nacional em construção.

A III República privilegia uma abordagem liberal, visando desenvolver "o amor do belo" e consagrar o gênio artístico nacional. Duas tendências se afirmam. O recuo do Estado da esfera privada e comercial da arte conduz a um reconhecimento ao mesmo tempo da pluralidade da vida artística e do mercado da arte como principal instância de legitimação. Numa perspectiva sempre centralizadora, o Estado volta-se essencialmente para as tarefas artísticas de serviço público, privilegiando o apoio ao ensino e a proteção do patrimônio.

A Frente Popular (1936-1938) redireciona essa lógica liberal, sublinhando a legitimidade da intervenção pública e ostentando uma perspectiva de "popularização " da cultura das elites. Uma política voluntarista é facilitada pelo apoio do Partido Comunista Francês e de uma vasta e densa rede de movimentos associativos. O regime de Vichy (1940-1944) integra essas tendências ao programa reacionário da Revolução Nacional, reforçando a construção administrativa e a presença do Estado. No momento da Liberação, a inscrição do direito à cultura na Constituição pouca influência exerce, face à manutenção da fragilidade administrativa e da fraqueza orçamentária das Belas Artes, que continuam sob a tutela do Ministério da Educação Nacional.

O período 1935-1958 é decisivo na conscientização, pelos contemporâneos, da necessária presença do Estado nas questões culturais. A incidência administrativa sobre a cultura aumenta nos três regimes sucessivos.

A cultura passa aser, sobretudo, indissociavelmente ligada à regeneração política e cívica da nação. A idéia é promovida por algumas minorias ativas, mais ou menos ligadas ao aparelho de Estado, e não raro próximas ou oriundas das redes de educação popular. Mas a política cultural nem de longe constitui uma autêntica prioridade para as mais altas autoridades do Estado e o partidos políticos de uma IV República agonizante. Assim, André Malraux, escritor célebre e notório antifascista, herda uma sedimentação de práticas e instituições culturais que inegavelmente inscrevem sua ação num processo de continuidade.

 

A invenção da política cultural, 1959-1969

O ano de 1959 é essencial para a formalização do Ministério das Questões Culturais. O decreto de 3 de fevereiro de 1959 transfere a Malraux atribuições anteriormente conferidas ao Ministério da Indústria e ao Ministério da Educação Nacional. No dia 22 de julho de 1959, André Malraux assume o cargo de ministro de Estado para as Questões Culturais. Desde logo a ruptura com as Belas Artes passa a ser uma das missões atribuídas ao ministério. O decreto de 24 de julho de 1959 estipula que : "O ministério incumbido das Questões Culturais tem por missão tornar acessíveis as obras capitais da humanidade, e para começar da França, ao maior número de franceses possível; assegurar a mais ampla procura por  nosso patrimônio cultural e favorecer a criação de obras de arte e do espírito que o enriqueçam."

A reivindicação democrática triunfa, portanto, nos argumentos iniciais desse decreto fundador. Neste sentido, a política promovida por Malraux inscreve-se incontestavelmente na posteridade da Frente Popular. O empenho igualitário e a vontade de democratização cultural são essenciais. A política cultural de Malraux inscreve-se também na lógica do Estado previdenciário. Trata-se de assegurar a todos o mesmo acesso aos bens culturais. Duas políticas contribuem para materializar essa vontade: dar a todos os cidadãos acesso às obras da culturais e estender aos artistas os benefícios da proteção social. Além disso, a política cultural é contaminada pela lógica de modernização que permeia a República gaullista. O Estado desempenha um papel decisivo de direção, estímulo e regulação. A utilização do Planejamento a partir de 1961, faz parte dessa lógica.

Para Malraux, só a arte tem a capacidade de unir numa sociedade dominada pelo racionalismo. Em dezembro de 1959, na tribuna do Senado, ele apresenta de maneira enfática a ruptura ideológica que pretende encarnar: "Onde fica a fronteira? A Educação Nacional ensina: o que nos cabe fazer é tornar presente. Para simplificar, […] cabe à Universidade dar a conhecer Racine, mas torná-lo amado cabe exclusivamente aos que interpretam suas peças. Nosso trabalho consiste em tornar amados os gênios da humanidade, e particularmente os da França, e não em torná-los conhecidos. O conhecimento é da Universidade; o amor, talvez seja nosso". A ruptura com a Educação Nacional assinala portanto uma dupla recusa: recusa de uma democratização que passe pelo conhecimento artístico e concomitantemente a recusa de todo pedagogismo. O acesso à cultura passa pela presença direta da obra de arte e do público, em verdadeira revelação e comunhão. O imperativo da criação cultural de excelência afasta o didatismo e o amadorismo praticados pelas associações de educação popular. Uma terceira ruptura com as Belas Artes é materializada no apoio às vanguardas e na vontade de enfraquecer as correntes acadêmicas.

Mas o Ministério das Questões Culturais evidencia uma certa fragilidade. Ele é construído num contexto difícil, marcado pela fraqueza do orçamento e a permanente luta contra os ministérios das Finanças e da Educação Nacional. Os acontecimentos de maio de 1968 desestabilizam o Ministério das Questões Culturais. A crítica esquerdista desnuda o mito da democratização cultural; os partidários da ordem denunciam o apoio público a artistas suspeitos de subversão. Rompe-se em parte a aliança entre os criadores e o ministério. Ainda por cima, num momento de afirmação do consumo e da cultura de massa, o Ministério das Questões Culturais não deu suficiente atenção às indústrias culturais. E o divórcio da educação popular corrobora uma lógica de difusão da cultura das elites, desvinculada das práticas culturais da maioria dos franceses. Excessivamente centralizado, o Ministério das Questões Culturais é insuficientemente disseminado pelo território, muito embora as "casas da cultura" existentes esbocem uma parceria – não isenta de problemas – com as coletividades locais.

 

Sob o signo do desenvolvimento cultural, 1969-1981

Os anos 70 constituem um período de forte instabilidade ministerial, o que prejudica as Questões Culturais. Em 1971, o relatório para o VI Plano registra o fracasso da democratização cultural, ao mesmo tempo frisando a fraqueza dos recursos do ministério e das inovações em sua esfera de ação. Nesse contexto, o conceito de "desenvolvimento cultural" oferece a possibilidade de responder a esse fracasso e à desestabilização decorrente do movimento de maio de 1968. O ministério Duhamel (1971-1973) tenta modernizar o Estado cultural, favorecendo a transversalidade no próprio ministério e as perspectivas interministeriais, conseguindo um aumento significativo do orçamento e reconhecendo o papel das coletividades locais.

Terceiro desdobramento da "nova sociedade" do primeiro-ministro, Jacques Chaban-Delmas: o desenvolvimento cultural como filosofia de ação leva a uma profunda ruptura em relação à doutrina da ação cultural cara a André Malraux.

Embora a democratização da "cultura" continue presente, seu conceito é alterado por duas novas abordagens: a acepção universal da alta cultura é questionada e o reconhecimento da diversidade dos caminhos para alcançar a democratização substitui a necessidade do choque estético. O Estado preserva um papel de destaque: ele deve facilitar a difusão cultural e recusar os procedimentos da economia de mercado. Não obstante seu caráter fundador, a política cultural do ministério Duhamel é comprometida pelo fracasso político de Jacques Chaban-Delmas.

A partir de 1974, a introdução de uma lógica liberal conduz a um descomprometimento financeiro do Estado, enquanto o próprio presidente da República, Valéry Giscard d’Estaing, interessa-se menos pela questão. Apesar da passagem de Michel Guy pela Secretaria de Estado da Cultura (1974-1976), vista como uma "primavera cultural" pelos profissionais do setor, o primado de uma lógica liberal contribui para enfraquecer as missões de serviço público do ministério. É o momento, em especial, do desenvolvimento de políticas culturais municipais, mais ou menos vinculadas às orientações preconizadas pelo Estado. No fim do mandato presidencial de sete anos, o "Estado cultural" continua fraco, afirmando-se sobretudo na proteção do patrimônio. A política cultural não é uma prioridade governamental, o que provoca forte descontentamento entre os profissionais da cultura.

 

O imperativo cultural, 1981-1993

Em 1981, a chegada da esquerda ao poder leva a uma tripla ruptura. O essencial é a ruptura quantitativa, que se traduz na duplicação do orçamento do Ministério da Cultura. Por outro lado, o ministro da Cultura, Jack Lang, que goza do apoio jamais desmentido do presidente da República, François Mitterrand, sabe encarnar essa mudança de escala. Finalmente, a sinergia assumida entre a cultura e a economia pode ser lida como uma revolução coperniciana que afeta a cultura política socialista. Todas as políticas setoriais beneficiam-se com essas rupturas quantitativas e qualitativas. A política de Grandes Obras também reflete a afirmação da vertente presidencial da política cultural: assim, concretizam-se o Grande Louvre, a Ópera da Bastilha, a Cidade da Música... Pela primeira vez o decreto fundador vem a ser oficialmente alterado. O texto de 10 de maio de 1982 modifica consideravelmente as atribuições do Ministério da Cultura: "O Ministério da Cultura tem como missão: permitir que todos os franceses cultivem sua capacidade de inventar e criar, de examinar livremente seus talentos e receber a formação artística de sua escolha; preservar o patrimônio cultural nacional, regional ou dos diversos grupos sociais para o aproveitamento comum de toda a coletividade; favorecer a criação das obras de arte e do espírito e proporcionar-lhes a mais ampla procura; contribuir para a irradiação da cultura e da arte francesas no livre diálogo das culturas do mundo."

É verdade que esse texto tem origem na obra de Malraux, mas levando a reorientações bem nítidas: basicamente, a democratização cultural é trocada pelo livre desabrochar individual através da criação, no respeito às culturas regionais e internacionais, e mesmo sociais. Ele permite o reconhecimento controvertido de práticas culturais outrora consideradas menores (histórias em quadrinhos, música rock, etc.). Mas, embora a ampliação do campo cultural tenha chamado mais a atenção dos observadores, a associação entre a cultura e a economia não é menos central. O apoio às indústrias culturais confere à política cultural uma dimensão de política econômica e industrial. A administração central apresenta-se cada vez mais com um duplo rosto: por um lado, um ministério dos artistas, das instituições e profissões artísticas, por outro, um ministério das indústrias culturais. No início dos anos 90, a política cultural da esquerda é alvo de fortes críticas.

A parte do orçamento da Cultura* no orçamento do Estado (1980-2001)

*Trata-se do orçamento do Ministério da Cultura. Créditos de outros ministérios contribuem para o esforço do Estado em favor da cultura (Relações Exteriores, Educação Nacional). O orçamento do Ministério da Cultura era de 16,72 bilhões de francos em 2001 (2.549,18 milhões de euros). Em 1957 ele era de 145 milhões de francos.

 

A refundação da política cultural, 1993-2001

Depois das eleições legislativas de 1993, vencidas pela direita, a prática ministerial impulsionada por Jacques Toubon rapidamente se inscreve nos passos de Jack Lang. O ministro desenvolve três eixos: o desenvolvimento territorial, uma das prioridades do governo, a formação e a sensibilização de todos os públicos para a cultura e o aumento da ação cultural da França no exterior.

O debate do outono de 1993 em torno da "exceção cultural " faz parte de um consenso, abrangendo uma grande parte da opinião pública e da classe política, segundo a qual os bens e serviços culturais não podem ser tratados como mercadorias. Desse modo, o retorno da direita não representa uma solução de continuidade, muito embora já não se viva um momento de bonança financeira nem de prioridade governamental. Em segundo lugar, a ausência de apoio presidencial fragiliza o Ministério da Cultura, que já não tem condições de atender às exigências do Ministério das Finanças. Passa-se então a ler a contrario os dois principais avanços dos anos Lang : crescimento orçamentário e apoio do presidente da República.

Já na campanha presidencial de 1995, a questão da política cultural é em grande medida deixada de lado.

Philippe Douste-Blazy, ministro da Cultura do novo governo, situado à direita, empreende uma reflexão sobre uma necessária refundação da política do ministério. Entregue ao ministro em outubro de 1996, o relatório Rigaud reafirma a legitimidade do modelo francês de serviço público da ação cultural. O papel do Estado é afirmado com convição, mas como uma dimensão da ação governamental, e num empenho de ação conjunta com as coletividades locais. A restauração da capacidade financeira do ministério se impõe, e o relatório frisa a desconfiança, senão a hostilidade, do Ministério das Finanças em relação aos gastos culturais do poder público. Várias propostas visam reorganizar a administração central do ministério. A educação artística e cultural é apresentada como uma "causa nacional". Finalmente, a harmonização das políticas das indústrias culturais é uma prioridade. Na primavera de 1997, a eleição de um novo governo de esquerda interrompe o processo de "refundação".

Catherine Trautmann, nova ministra da Cultura e da Comunicação, adota uma política coerente com a de seu antecessor. A modernização administrativa acompanha um "orçamento de reconstrução". O ministério acelera o processo de desconcentração – vale dizer, a delegação de responsabilidade e financiamentos aos serviços descentralizados do Estado nas regiões – e reforça a contratualização com as coletividades territoriais, que passam a responder por dois terços dos investimentos públicos em cultura. Essa política traduz-se em contratos (contratos de planejamento Estado-Regiões, contratos de aglomeração urbana, contratos de Região) ou em novas formas de parceria (mapas das missões de serviço público de espetáculos ao vivo).

As antenas regionais do ministério

Criadas a partir de 1977, as Direções Regionais de Assuntos Culturais (DRAC), que são hoje 28, constituem as antenas do Ministério da Cultura nas Regiões. Elas distribuem ajudas do Estado e oferecem assistência e assessoria nos seguintes campos: museus, patrimônio, arquivos, livro e leitura, música e dança, teatro e espetáculos, artes plásticas, cinema e audiovisual. Coordenam em campo as grandes manifestações culturais nacionais e são os interlocutores das coletividades territoriais (comunas, departamentos, Regiões) com as quais o Estado pode efetuar operações co-financiadas, trate-se de ensino artístico, de festivais, de construção ou gestão de equipamentos (teatros, bibliotecas, midiatecas, conservatórios, museus, óperas, centros de arte...).

Ante o ressurgimento de atitudes populistas de certos políticos locais (ajudas reservadas a certas atividades ditas de tradição francesa, supressão das subvenções para estabelecimentos culturais que não adotem essa linha, etc.), Catherine Trautmann, assim como seu antecessor, intervém para reafirmar o papel do Estado na preservação do pluralismo cultural.

A partir de março de 2000, Catherine Tasca, que a sucede no cargo, dá prosseguimento a sua ação em três direções: promover a diversidade cultural, favorecer o acesso à cultura e aprofundar a descentralização (com a assinatura de "protocolos de descentralização cultural").

Nos meios de comunicação continua central o diálogo entre defensores e detratores da "política cultural à francesa". Os principais debates refletem os novos desafios, de alguma forma caudatários da "globalização" com que se vê defrontada a política cultural francesa. Pois hoje em dia o serviço público da cultura é prejudicado por lógicas econômicas que privilegiam o amplo setor – cada vez mais transnacional – das indústrias culturais.

A década de 1960 continua sendo o momento central da formulação de uma política pública da cultura na França. Mas nem por isso o "Estado Cultural" tem na França o peso que lhe atribuem seus detratores. Mesmo durante a bonança dos anos Lang, a forte mobilização das coletividades locais permite nuançar a presença do Estado. A situação francesa traduz-se pela onipresença de uma economia mista cultural, certamente mais forte nos setores patrimoniais e dos espetáculos do que no das indústrias culturais. O apoio à "diversidade cultural" no contexto da globalização e a vontade de favorecer o acesso à cultura numa sociedade multicultural são hoje os desafios a serem enfrentados por um ministério que se aopóia num passado plenamente assumido e numa administração sólida, e cuja ação é melhor repartida no conjunto do território.

 

Bibliografia

DUBOIS Vincent, La politique culturelle : genèse d’une catégorie d’intervention publique, Paris, Belin, 1999.
LOOSELEY David L.,The Politics of fun. Cultural Policy and Debate in Contemporary France, Oxford-Washington, Berg Publishers, 1995.
POIRRIER Philippe, L’État et la culture en France au XXe siècle, Paris, Le Livre de Poche, 2000.
POIRRIER Philippe e RIOUX Jean-Pierre (direção), Affaires culturelles et territoires, Paris, La Documentation française, 2000.
URFALINO Philippe, L’invention de la politique culturelle, Paris, La Documentation française, 1996.
WARESQUIEL Emmanuel de (direção), Dictionnaire des politiques culturelles de la France depuis 1959, Paris, Larousse-CNRS Éditions, 2001.

 

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www.culture.gouv.fr

 

 

 

 

Ver também:

*Philippe Poirrier é mestre de conferências em história contemporânea na Universidade de Borgonha.
As opiniões expressas neste artigo são da exclusiva responsabilidade do autor
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