CONSELHO
EUROPEU DE LISBOA
DECLARAÇÃO CONJUNTA
DA CHANCELER DA REPÚBLICA FEDERAL
DA ALEMANHA,
ANGELA MERKEL, DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY, E DO PRIMEIRO-MINISTRO
DO REINO UNIDO DA GRÃ-BRETANHA,
GORDON BROWN
Lisboa, 19 de outubro de 2007
As recentes
turbulências sobre os mercados
financeiros tornaram evidente que
a confiança entre as instituições
financeiras era vital para o bom funcionamento
dos mercados financeiros. Ficou claro
que a gestão e a liquidez,
o tratamento de veículos fora
do balanço e a identificação
dos riscos eram, em alguns casos,
inadequados e insuficientemente transparentes.
Como praça financeira global,
a União Européia deverá
ter um importante papel no desenvolvimento
de uma resposta global a esses acontecimentos.
Ao
examinar a forma de responder a essas
questões, devemos ser guiados
por alguns princípios importantes.
A responsabilidade primeira na gestão
dos riscos é e deve continuar
sendo da alçada das instituições
financeiras e dos investidores. Isso
deve ser reforçado por quadros
de regulação nacionais
fortes. As autoridades competentes
nos diferentes países devem
cooperar de modo eficaz através
das fronteiras para trocar informações,
gerir as crises e o contágio.
Sob
essa óptica, nós sugerimos
que se decida em nosso Conselho da
primavera de 2008, com base em um
relatório do Conselho ECOFIN
e dos trabalhos disponíveis
do Fórum de Estabilidade Financeira,
como responder às necessidades
de uma maior transparência dos
mercados financeiros e de uma melhor
gestão dos riscos. Consideramos
que as soluções de mercado
são um elemento chave para
se chegar a mais transparência
e a mercados mais resistentes.
O
relatório do conselho ECOFIN
deverá examinar se regulamentações
ou outras ações são
necessárias, especialmente
nos seguintes campos de ação,
zelando-se ao mesmo tempo para que
o trabalho em nível europeu
leve em conta outros esforços
internacionais:
-
Uma boa difusão da informação
sobre as operações de
securitização e outros
produtos financeiros estruturados;
- A análise dos ativos ilíquidos
e seu impacto sobre a gestão
dos riscos, a valorização
de instrumentos financeiros complexos
e as práticas de liquidez das
instituições financeiras;
- Os possíveis pontos fracos
na gestão dos riscos dos veículos
de securitização, investidores
institucionais e questões relacionadas
relativas aos bancos;
- A transparência a respeito
dos compromissos fora do balanço
dos bancos;
- A cooperação transfronteiras
e a gestão de crise;
- O papel das agências de notação
nos mercados financeiros e a utilização
das notações pelas empresas.
- Nesse contexto, comprometemo-nos
a implementar as 5 recomendações
do Fórum de Estabilidade Financeira
sobre os fundos de efeito de alavanca
e saudamos os progressos feitos nessa
área, dente os quais os trabalhos
conjuntos pelos órgãos
de supervisão, para melhorar
os padrões na gestão
dos riscos de contrapartidas dos fundos
de efeito de alavanca e o trabalho
dos atores privados, inclusive o grupo
de trabalho sobre os fundos de efeito
de alavanca visando desenvolver um
código de conduta voluntário.