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Reunião
dos Reitores
Discurso
da Ministra francesa dos Assuntos Europeus,
Catherine Colonna
Paris,
13 de março de 2007
Senhores Ministros,
Senhoras e Senhores Reitores,
Senhoras e Senhores Diretores,
Estou
muito honrada em participar da tradicional
reunião dos reitores, que é
um momento importante na vida do ministério
da Educação Nacional,
do Ensino Superior e da Pesquisa. Eu
gostaria portanto, antes de mais nada,
de agradecer a Gilles de Robien por
seu convite e a François Goulart
por sua recepção.
Nós
queríamos lhes dizer o que o
governo decidiu sobre o que lhes diz
respeito e de lhes pedir para ser o
seu continuador.
Os
Srs. desejaram, de fato, situar esta
reunião sob o signo da Europa,
e fico muito feliz com isso, pois estou
convencida de que a educação
é um importante vetor de sensibilização
com relação à Europa
dos futuros europeus que são
os jovens.
Foi
por essa razão que trabalhamos
juntamente com Gilles de Robien et François
Goulart, para que, de um lado, fosse
reforçado o lugar da educação
nas políticas da União
Européia, mas também para
que, por outro lado, fosse reforçado
o lugar da Europa no ensino na França.
No
âmbito europeu, a negociação
das perspectivas financeiras para o
período de 2007-2013 nos deu
a oportunidade de pedir e obter um reforço
dos recursos empregados nesses formidáveis
programas que são o Erasmus e
o Leonardo. Trata-se de dois sucessos
europeus e eles merecem ser desenvolvidos.
O número de bolsas será
portanto aumentado de maneira muito
importante para os próximos anos,
a fim de se chegar praticamente a uma
multiplicação por dois
no horizonte de 2013. A título
de lembrança: todo ano, 22.000
jovens franceses passam um ano de estudos
num outro país europeu e 7.000
outros efetuam um estágio num
desses países.
Neste
ano do 20º aniversário do
programa Erasmus, creio que devemos
reafirmar o papel essencial dessa iniciativa
na construção de uma Europa
concreta: são mais de 1,2 milhão
de jovens europeus que puderem tirar
proveito dele até hoje. Além
da vocação educacional
e das oportunidades oferecidas em termos
de formação e empregos,
o programa Erasmus permite aos jovens
europeus abrir-se para culturas diferentes
e construir assim sua cidadania européia.
Eles são, assim, os melhores
embaixadores da Europa!
Foi
para marcar esse 20º aniversário
que eu quis associar os estudantes do
Erasmus às comemorações
do 50º aniversário do Tratado
de Roma, oferecendo-lhes, no dia 25
de março, uma série de
concertos de grupos vindos de toda a
Europa, em duas salas parisienses: a
Maroquinerie e o Nouveau Casino. Já
na semana passada, por ocasião
do dia da Mulher, convidei para ir ao
Quai d’Orsay [Ministério
das Relações Exteriores]
200 estudantes do programa Erasmus,
que manifestaram nessa ocasião
seu orgulho de serem europeus e estudarem
na França.
Para
que nossos jovens concidadãos
tivessem um dia vontade de efetuar uma
estada de estudos ou um estágio
num outro país-membro da União
Européia, devemos primeiramente
sensibilizá-los para a importância
e a atualidade do desafio europeu. Este
é o sentido da decisão
tomada em 20 de setembro de 2005 pelo
Comitê Interministerial sobre
a Europa, presidido por Dominique de
Villepin: incluir as noções
básicas sobre a União
Européia na base comum dos conhecimentos.
Isto é fato desde o segundo semestre
de 2006, graças a V.Exª,
Sr. Ministro.
Embora
todos os Srs. aqui sejam grandes conhecedores
dessa base comum, permitam-me lembrar-lhes
as numerosas referências na Europa
que ela contém.
A
Europa encontra seu lugar em 3 capítulos
dos 7 que essa nova base contém.
No
capítulo dedicado à cultura
humanista, está especificado
que, ao adquirir conhecimentos nessa
área, os alunos encontrarão
bases para construir um sentimento de
pertencimento à comunidade de
cidadãos e, especialmente, à
União Européia. Entre
as bases geográficas a serem
adquiridas estão o conhecimento
dos países da União Européia
e suas capitais, mas também as
grandes características geográficas
da União Européia. Da
mesma forma, no que se refere à
história, os grandes traços
da história da construção
européia devem ser conhecidos.
Os eventos fundadores da história
da França são apreendidos
dentro do contexto europeu e mundial.
As formas de organização
política, econômica e social
dos grandes países da União
Européia também são
abordadas. E, por fim, para se prepararem
para compartilhar uma cultura européia,
os alunos devem estudar os textos fundamentais
da Antigüidade, assim como as grandes
obras artísticas do patrimônio
francês e europeu.
No
que diz respeito às competências
sociais e cívicas, a necessidade
de desenvolver o sentimento de pertencimento
ao seu país e à União
Européia, dentro do respeito
à diversidade, também
é destacada. Trata-se de dar
a cada jovem os meios para compreender
as finalidades do projeto compartilhado
pelas nações que constituem
a União Européia e conhecer
as grandes características de
suas instituições.
E,
por fim, o aprendizado de uma língua
viva estrangeira torna-se uma necessidade
para a boa compreensão dos europeus
entre si. O conhecimentos de uma língua
estrangeira desenvolve a sensibilidade
para as diferenças e a diversidade
cultural. Ela favorece o desejo de se
comunicar com o outro, para a abertura
da mente e a compreensão de outras
formas de pensar e agir. Isso possibilita
a aproximação entre os
cidadãos europeus.
Esse
reforço dos conhecimentos básicos
sobre a Europa constitui agora o que
se poderia chamar de uma educação
cívica européia. Era necessário
restabelecer em nossas escolas a educação
cívica e era preciso acrescentar
a ela a dimensão européia.
Isso
não é tudo e, com o objetivo
de atingir todos os jovens franceses,
inclusive aqueles que deixaram prematuramente
o sistema escolar, tomamos, juntamente
com Michèle Alliot-Marie, uma
medida complementar: agora, desde o
início de fevereiro de 2007,
no contexto da formação
dispensada por ocasião da jornada
de apelo da preparação
para a defesa - a JAPD -, um modelo
completo e preciso é dedicado
à União Européia,
sua história, sua geografia,
suas instituições e sua
ação concreta. Inaugurei
a primeira sessão desse tipo
com Michèle Alliot-Marie no subúrbio,
em Saint-Denis. Toda uma faixa etária
é assim atingida, ou seja, 800.000
jovens por ano.
Por
outro lado, juntamente com Gilles de
Robien, aproveitamos a oportunidade
que nos oferecia a Jornada da Europa
- que, devo lembrar, é realizada
em 9 de maio - no ano passado e o 50º
aniversário do Tratado de Roma,
este ano, para tentar fazer com que
entrasse um pouco mais de Europa na
escola. Volto a um certo número
de assuntos que já abordamos.
No
ano passado, por exemplo, elaboramos,
em parceria com o Movimento Europeu,
um kit pedagógico sobre a Europa,
que foi distribuído em 40.000
exemplares a todos os colégios
e liceus. Tivemos bons retornos.
Este
ano, decidimos renovar essa operação
por ocasião do 50º aniversário
do Tratado de Roma, numa Europa de 27
membros. Aliás, no âmbito
da comemoração oficial
dos 50 anos do Tratado de Roma, nossos
dois ministérios lançaram
um concurso entre os estudantes de liceus
e universitários, em parceria
com a emissora de televisão France
24 e a SNCF, que está nos ajudando.
Trata-se de um concurso de reportagens
em vídeo intitulado “Seguindo
os passo do Tratado de Roma”.
Devo esclarecer que a reportagem vencedora
será transmitida pelo canal France
24 no dia 25 de março e que o
vencedor, ou toda a classe vencedora,
será convidado a visitar Bruxelas
para uma estada de descoberta das instituições
européias.
Estas
são as principais medidas que
tomamos. Estou convencido de que elas
podem contribuir para fazer a Europa
entrar progressivamente na escola e
conscientizar os jovens franceses de
que estão adquirindo a cidadania
européia ao mesmo tempo em que
a francesa. Será necessário
mais de um ano e talvez mais de uma
geração para realizar
esse trabalho. Essas medidas eram indispensáveis.
É nosso dever divulgar esses
desafios. Creio que já é
hora de recobrarmos o orgulho da Europa
e que, em todo caso, nosso dever é
sensibilizar os jovens franceses para
os verdadeiros desafios da construção
européia. Como cidadãos,
eles poderão assim manifestar-se
mais tarde com toda a liberdade, com
consciência, mas com conhecimento
de causa.
Muito
obrigada.
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