OPERAÇÃO
EUFOR-CHADE-RCA
RESPOSTA DO MINISTRO FRANCÊS
DAS RELAÇÕES EXTERIORES
E EUROPÉIAS, BERNARD KOUCHNER,
A UMA QUESTÃO DE ATUALIDADE
NA ASSEMBLÉIA NACIONAL
Paris, 29 de janeiro de 2008
Senhor Deputado,
ontem, em Bruxelas, foi lançada,
com efeito, a operação
EUFOR-Chade-República Centro-Africana.
Os primeiros elementos, que são
poloneses e irlandeses, partem amanhã.
Sim,
o Presidente Déby e o Presidente
da República Centro-Africana
aceitaram, pediram essa intervenção.
Por quanto tempo? Por duas vezes seis
meses, ao que me parece. Pelo menos,
seis meses renováveis, já
que, após essa operação
EUFOR referente ao Chade e à
República Centro-Africana,
que será a quinta do gênero,
mas de longe a mais importante da
União Européia, teoricamente,
as Nações Unidas deverão
assumir, com uma força militar
para os campos de refugiados.
Mas
trata-se aí, Senhor Deputado,
de ajudarmos não os refugiados,
que possuem a assistência da
comunidade internacional, mas os chadianos
e centro-africanos deslocados que
sofrem ataques através da fronteira
do Sudão.
A
idéia, evidentemente, é
estar presente dos dois lados. Infelizmente,
o Senhor tem razão, a força
da União Africana e das Nações
Unidas está demorando a intervir.
Apesar da partida dos primeiros soldados
egípcios para o Darfur, os
obstáculos têm se acumulado.
Ouvimos ontem o relatório do
Sr. Eliasson em nome das Nações
Unidas. Ele continua sendo otimista.
E tem razão, mas a força
européia – não
se trata de uma competição
e, se assim fosse, seria uma triste
competição – estará
presente antes, creio, da maior parte
da força das Nações
Unidas e da União Centro-Africana.
Cerca
de vinte países estão
participando da operação.
Outros se unirão a nós.
Sim, alguns países foram reticentes.
Eles não queriam fazer esse
esforço. Eles compreendiam
mal que o fizéssemos no momento
em que, de fato, outros compromissos
estão na agenda da defesa européia.
Mas
essa operação é
uma excelente manifestação
da defesa européia que devemos
construir. E ninguém se recusou
a dar a sua contribuição
financeira. Ao contrário, as
somas empregadas foram além
de nossas previsões.
Último
ponto, a propósito das ONGs.
A operação EUFOR não
é uma operação
militar. Seu objetivo é, justamente,
dar segurança a essa zona,
para que as ONGs possam trabalhar
na reconstrução dos
vilarejos. Infelizmente, estas, ainda
recentemente, pagaram um alto tributo
em vidas humanas nas regiões
em que se teve ter proteção
e aonde são muito corajosas
de se dirigirem.