PROJETOS
DO GOVERNO RELATIVOS À IMPLEMENTAÇÃO
DO TRATADO EUROPEU SIMPLIFICADO
RESPOSTA DO PRIMEIRO-MINISTRO FRANCÊS,
FRANÇOIS FILLON,
A UMA PERGUNTA DE ATUALIDADE NA ASSEMBLÉIA
NACIONAL
Paris, 18 de dezembro de 2007
Senhor Presidente,
Senhoras e Senhores Deputados,
Eu
gostaria primeiramente de dizer que
todos os representantes de todos os
grupos políticos da União
Européia são bem-vindos
à Assembléia Nacional.
Senhoras
e Senhores Deputados, há oito
meses, a Europa estava em pane. Hoje,
graças à iniciativa
tomada pela França, pelo Presidente
da República, e graças
ao engajamento de Angela Merkel e
da presidência alemã,
a Europa saiu da crise na qual estava
mergulhada. E ela saiu dessa crise
com um tratado simplificado, em torno
de duas idéias simples: o respeito
às nações e o
retorno à eficiência
política no funcionamento da
União Européia.
A
França, que teve a honra de
contribuir para a saída da
crise, quis que, além do Tratado
Simplificado, todos os países-membros
da União Européia refletissem
a respeito do projeto a longo prazo
e, especialmente, da questão
da identidade da União Européia.
Assim, será instalado um grupo
de sábios que poderá
propor um projeto para a União,
porque a União Européia
não é apenas um conceito,
é um território, são
fronteiras e é uma identidade.
A
França, dentro desse contexto,
está preparando a próxima
etapa, que será a presidência
francesa da União Européia,
no segundo semestre de 2008. A França
está preparando essa presidência
procurando associar o máximo
possível a ela todos os franceses.
Eu desejo, em particular, que todos
os parlamentares, todos os eleitos
locais, todos os prefeitos das grandes
cidades da França, possam participar
da acolhida e do desenrolar da presidência
francesa da União Européia.
Essa
presidência francesa terá
quatro prioridades. Em primeiro lugar,
a questão da luta contra o
aquecimento climático, com
o problema das quotas de CO2 e a questão
das energias não-emissoras
de CO2; a política de imigração,
porque no espaço de Schengen
é necessária uma política
européia de imigração;
a questão da defesa européia,
pois já é hora de vencermos
uma nova etapa, para fornecermos à
Europa uma verdadeira autonomia em
matéria de defesa. E, por fim,
a questão da autonomia energética,
da independência energética
da União Européia. Pois
bem, nós propusemos aos outros
países-membros que dessem início,
a exemplo do que estamos fazendo com
a Revisão Geral das Políticas
Públicas, a uma revisão
geral das políticas européias,
porque já é hora de
avaliarmos as políticas européias
e de estabelecermos margens de manobra
para conduzirmos novas políticas.
Portanto,
Senhoras e Senhores Deputados, a França
fica feliz por ter voltado ao centro
do jogo europeu, e ela deseja estar
entre os primeiros países europeus
a ratificar o Tratado de Lisboa. Assim,
dentro de alguns dias, ele será
submetido aos Senhores, no início
de 2008, e a França terá
a honra de estar entre os primeiríssimos
a ratificar esse tratado que recoloca
a União Européia em
marcha.