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Política Internacional
e Diplomacia |
DECLARAÇÃO
CONJUNTA DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA
FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY, E DO PRIMEIRO-MINISTRO
DO REINO DOS PAÍSES BAIXOS,
JAN-PETER BALKENENDE
Paris, 5 de março
de 2008
A França e os Países Baixos
permanecem mais do que nunca decididos
a dar prosseguimento à construção
européia. O Tratado de Lisboa,
que deve entrar em vigor em 1º
de janeiro de 2009, oferece à
União Européia mais democracia
e eficiência e permite-lhe responder
melhor às expectativas e preocupações
dos cidadãos europeus. O Tratado
já foi ratificado pela França
e tudo leva a crer que logo o será
pelos Países Baixos.
A
França e os Países Baixos
decidiram trabalhar juntos para que
a Europa traga respostas para os desafios
que se apresentam aos nossos países
no mundo globalizado do século
XXI. Esses desafios, especialmente a
mudança climática, as
migrações, a paz e a estabilidade
internacional, estarão no cerne
da Presidência Francesa do segundo
semestre do ano.
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*
A
França e os Países Baixos
estão convencidos de que a luta
contra a mudança climática
e a exigência de segurança
nos abastecimentos em matéria
de energia requerem igualmente uma ação
vigorosa por parte da União Européia.
Eles saúdam o pacote de “energia/clima”
apresentado pela Comissão Européia
e apoiam plenamente os esforços
da presidência eslovena no sentido
de fazer avançar a discussão
referente a esse pacote. 2007 foi o
ano dos compromissos de princípio.
2008 deve ser o ano das decisões,
para que a Europa possa desempenhar
plenamente seu papel em 2009. Assim,
a União poderá continuar
tendo um papel pioneiro na preservação
do meio ambiente, zelando, através
de mecanismos apropriados a respeito
dos quais nossos respectivos países
pretendem refletir conjuntamente, para
que seu comportamento exemplar não
gere distorções comerciais
em seu detrimento, o que seria prejudicial
para sua indústria, assim como
para a luta contra a mudança
climática. Nossos respectivos
países compartilham plenamente
a determinação da Comissão
Européia de fazer com que o futuro
regime de emissões de gás
de efeito estufa, que sucederá
ao Protocolo de Kyoto, esteja à
altura das necessidades. O mundo não
pode se permitir não alcançar
um acordo climático efetivo para
o período posterior a 2012. Os
países mais avançados
devem desempenhar um papel motor. Apelamos
aos nossos parceiros, tanto do Norte
quanto do Sul, para que se envolvam
plenamente na negociação,
com o mesmo espírito de responsabilidade
e eqüidade.
A
França e os Países Baixos
estão convencidos de que o controle
dos fluxos migratórios e de asilo
e o co-desenvolvimento são desafios
fundamentais que não poderão
ser plenamente enfrentados senão
no âmbito da União Européia.
Eles desejam que a Europa continue desenvolvendo
uma autêntica política
comum de imigração, particularmente
protegendo melhor suas fronteiras, colocando
mais em harmonia as escolhas dos países-membros
e cooperando mais estreitamente em matéria
de asilo, migrações circulares
e retorno dos estrangeiros em situação
irregular. Este é o objeto da
proposta francesa de pacto europeu sobre
a imigração e o asilo.
Os Países Baixos acolhem favoravelmente
a idéia de um tal pacto.
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*
Num
mundo exposto a múltiplas tensões,
a França e os Países Baixos
desejam que a União Européia
dê sua plena contribuição
à paz e à estabilidade
internacional. Isto implica no reforço
da política européia de
defesa, graças a uma abordagem
concreta para a qual todos os países-membros
são convidados a contribuir.
Isto passa por um fortalecimento das
capacidades em matéria de defesa
dos países europeus e uma estreita
cooperação entre a União
Européia e a OTAN.
Para
ser mais ouvida no mundo, a Europa deve
falar a uma só voz, por exemplo
num diálogo com os países
emergentes, para promover seus valores,
como os direitos humanos e as liberdades
individuais, assim como seus interesses
econômicos, especialmente o acesso
aos mercados e o respeito às
regras do comércio internacional.
A
França e os Países Baixos
destacam a importância da proteção
às pessoas ameaçadas por
seu engajamento em prol da liberdade
de expressão. Eles constatam
que nenhum país responsável
pela proteção dessas pessoas
que se encontrem em seu território
– quando necessária –
é obrigado a garantir essa proteção
fora de seu território. A idéia,
evocada pela França, de se criar
um fundo comunitário destinado
a garantir a segurança dos cidadãos
europeus que têm a vida ameaçada
por fanáticos obscurantistas,
possui o mérito de dar uma resposta
européia a essa questão.
Os Países Baixos estão
dispostos a examinar essa questão
com base numa proposta no âmbito
do Conselho.
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