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Política Internacional
e Diplomacia |
Reunião
de Cúpula de Annapolis
Resposta
do Ministro francês das Relações
Exteriores e Européias,
Bernard Kouchner, a uma questão
de atualidade na Assembléia Nacional
Paris,
28 de novembro de 2007
Após
as muitas conferências cujos nomes
os Senhores conhecem – Madri há
doze anos, depois Oslo e a iniciativa
de Genebra, bem como os encontros de
Camp David e outras conferências
nos Estados Unidos – o que há
de novo com a reunião de Annapolis?
Foi, acredito eu, o momento particular
desse encontro e, sobretudo, esse diálogo
entre Ehud Olmert e Abou Mazen, o que
se podia fazer de melhor neste momento.
Esses dois homens, tanto um, quanto
o outro, fracos em seus próprios
campos, em seus governos, descobriram-se
e construíram essa conivência.
Em torno dessa descoberta, eles reuniram
ontem todos os países do mundo.
Os
Senhores podem não acreditar
nisso, mas podem também conceder
às pessoas que negociaram, ou
seja, aos representantes dos povos palestino
e israelense, pelo menos uma pequena
chance. E se der certo? Isso talvez
aconteça.
O
documento que aqui está é
bem fino: ele diz simplesmente que a
negociação pela criação
de um Estado Palestino viável
está aberta e deve se prolongar
até o final de 2008, com grupos
de trabalho que, reunindo palestinos
e israelenses, e só eles, trabalharão
a respeito de todas as muito difíceis
questões que são, por
exemplo, o estatuto de Jerusalém,
as fronteiras, a segurança e
a água.
Tratou-se,
com efeito, da questão das colônias
de povoamento. A esse respeito, às
vésperas da Conferência
de Annapolis, o Primeiro-Ministro israelense
decidiu congelar todas as implantações
e desmantelar as ilegais. Temos aí
mais uma chance.
Por
outro lado, é preciso também
assegurar – e vamos fazê-lo
– o desenvolvimento econômico
do que deve ser o Estado Palestino.
Os Senhores devem reconhecer que seria
um acontecimento considerável
se, dentro de um ano, houvesse um Estado
Palestino ao lado do Estado Israelense.
Acho
que isso seria o início do triunfo.
Vamos
organizar no dia 17 de dezembro, em
Paris, a pedido dos palestinos, uma
conferência de doadores. Com Tony
Blair, a União Européia
e os Ministro das Relações
Exteriores norueguês, a fim de
tentarmos conseguir o dinheiro para
que a vida cotidiana dos palestinos
mude: na área da administração,
tudo está por construir, como
no setor da circulação,
onde será necessário,
além de tudo, suspender as barreiras,
bem como, repito, no da segurança.
Esta é uma oportunidade que não
devemos perder.
Em
todo caso, não sejam mais palestinos
do que os próprios palestinos,
mais israelenses do que os próprios
israelenses: eles mesmos estão
contentes.
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