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Política Internacional e Diplomacia

VISITA OFICIAL AOS ESTADOS UNIDOS

DISCURSO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, NICOLAS SARKOZY,
POR OCASIÃO DO JANTAR OFERECIDO PELO
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA E A SRª LAURA BUSH

Washington, 6 de novembro de 2007


Senhor Presidente,
Senhora Laura Bush,
Senhoras e Senhores,

É uma honra ser recebido aqui com fausto e calor humano. Esse calor humano que caracteriza todos dois e que faz desta casa um lugar onde cada francês sente-se bem. Sentimo-nos bem nesta casa, mas eu sei, George, que você tem o hábito de dizer que está aqui de passagem! Esta regra aplica-se a todos nós.

Como vocês sabem, venho a Washington com uma mensagem muito simples, uma mensagem que trago em nome de todos os franceses: quero reconquistar o coração da América e reconquistar o coração da América de forma duradoura!

Vim dizer-lhes uma coisa: que a França e os Estados Unidos são amigos, somos aliados desde sempre e para sempre. Nossos povos atravessaram, em sua história, mais grandes provações do que se possa conhecer. Em Yorktown, em Omaha Beach e, hoje, no Afeganistão, nosso destino é comum, o de dois povos livres que acreditam na liberdade, que querem a liberdade e que defendem a liberdade.

Sim, George, quando estivemos juntos, o povo americano e o povo francês, nós ganhamos os mais duros combates.

Há pouco, eu quis condecorar veteranos americanos da “maior geração” americana. Eu quis dizer-lhes, em nome do povo francês, que eles eram heróis e que nunca esquecermos o que fizeram pela França.

Quero que cada americano saiba que esses heróis eram homens simples, que vieram morrer em nosso país para defender a liberdade e que a França jamais esquecerá o que os jovens americanos fizeram.

Em meu país, existem milhares de cruzes brancas. Com homens que não conheciam a França e que vieram morrer na França. Quero dizer-lhes que cada vez que um soldado americano morre no mundo, eu penso no que a América fez pela França.

Nossos povos assemelham-se e admiram-se. É por esta razão que têm essa relação única, uma relação apaixonada, nunca simples e no entanto tão natural. Vim dizer-lhes que é possível ser amigo da América e ganhar as eleições na França. Não se trata de um milagre, mas de uma realidade!

Nós temos muitos outros desafios a enfrentar, como, por exemplo, o do terrorismo. No dia 11 de setembro, os terroristas acreditaram ter feito a América ajoelhar-se. Mas eu lhes digo que, na França, a América nunca foi considerada tão grande, tão corajosa e tão digna do que no dia 11 de setembro. No dia 11 de setembro todos nós tivemos orgulho da América e dos americanos.

Precisamos responder aos desafios da proliferação nuclear e do extremismo religioso. Precisamos conceder um lugar aos povos que pedem seu espaço em um mundo novo, o do século XXI, que não deve ser organizado como o do século XX.

Precisamos criar juntos um novo equilíbrio entre o homem e a natureza, para salvar o planeta e deixá-lo para nossos filhos em um melhor estado do que o encontramos.

Juntos, precisamos vencer a miséria, porque os terroristas alimentam-se da miséria do mundo.

Para concluir, eis que me encontro em Washington DC, em uma primeira terça-feira de novembro. Não tenho qualquer ambição eleitoral nos Estados Unidos. Embora saiba que é um dia especial, pois é o dia da eleição do presidente americano. Então, que me seja permitido celebrar a memória da longa linhagem de presidentes americanos que souberam fazer prevalecer a amizade entre nossos países.

George falou de Lafayette, falou de George Washington, permitam-me lembrar esta historieta: ao presidente John Quincy Adams, que recebia Lafayette entre estas mesmas paredes por seu 66º aniversário e que, rompendo o protocolo da época, propunha ao general francês que “fizesse um brinde aos dias 22 de fevereiro e 5 de setembro”, que eram as datas dos aniversários de George Washington e de Lafayette, este último disse “não devemos erguer um brinde ao meu aniversário ou ao de Washington, devemos erguer um brinde ao dia 4 de julho, porque é o aniversário da liberdade” e, para todos nós, a liberdade é a idéia que fazemos da América eterna.

Para as pessoas da minha geração, a América não é o país que prometeu a liberdade, a América é o país que deu a liberdade.

Então, Senhoras e Senhores,

Convido-os a erguer seus copos à saúde do Presidente George Bush e se ele me permite, da Srª Laura Bush e à aliança entre nossos povos. E vou dizer-lhes uma coisa, do fundo do meu coração: “Viva a América, viva a França e a amizade entre o povo americano e o povo francês!”


 
 

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