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Política Internacional
e Diplomacia |
62ª
ASSEMBLÉIA GERAL DAS NAÇÕES
UNIDAS
ENTREVISTA
COLETIVA DE IMPRENSA
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY
Nova York, 24 de setembro
de 2007
Senhoras e Senhores,
Eu
gostaria de prestar contas dos encontros
que tivemos, Jean-Louis Borloo, Nathalie
Kosciusko-Moriset, Bernard Kouchner
e eu.
Primeiramente,
em nome da França e da União
Européia, nós lembramos
em que condições estamos
fazendo desse desafio climático
uma prioridade absoluta da ação
da França. Nós queremos
decisões de pronto, agora, imediatamente,
porque amanhã será tarde
demais. E esse tarde demais são
dois graus a mais. Com dois graus a
mais, o ponto sem volta é atingido.
A França lutará com todas
as suas forças para que o desafio
climático seja enfrentado.
Tive
um certo número de entrevistas
com chefes de Estado. Com o Presidente
dos Santos, creio poder dizer que uma
página foi definitivamente virada,
a das más relações
entre Angola e a França. O Presidente
dos Santos convidou-me para ir a Angola
no início do ano de 2008. Irei
com Bernard Kouchner e, previamente,
pedirei a Jean-Marie Bockel que faça
uma visita preparatória.
Encontrei-me
com a Presidenta do Chile, Michèle
Bachelet e o Presidente Karzai, a quem
reiterei o engajamento determinado da
França a serviço de um
Estado afegão independente. Irei
ao Afeganistão na primavera de
2008.
Terei
muitos encontros esta tarde, um jantar
com dezenove chefes de Estado e Ban
Ki-Moon esta noite e, é claro,
falarei perante a Assembléia
Geral das Nações Unidas
amanhã pela manhã.
A
respeito do Irã, eu disse ao
New York Times e ao International Herald
Tribune tudo o que tinha a dizer.
Pergunta:
(Inaudível)
Resposta:
Compreendi. Perguntaram-se se eu acreditava
nisso. Não tenho que comentar
as declarações de uns
e outros. Manifestei, em nome da França,
uma posição com relação
ao Irã. Existem tratados internacionais
e esses tratados prevêem a não-proliferação
de armas atômicas militares. Os
dirigentes iranianos infringiram as
regras internacionais sobre essa questão
da energia nuclear militar e isso tem
que cessar. Essa é a minha posição
e essa posição parece-me
estar em conformidade com as regras
internacionais.
P.:
Senhor Presidente, existe uma distância
entre a atitude canadense e a norte-americana
com relação ao meio ambiente
e os países europeus. Como o
Senhor explica essa distância
na atitude e o Senhor tem esperança
de que essa distância possa ser
superada?
R.:
Ouça, no que se refere ao Canadá,
ele ratificou o Protocolo de Kyoto,
que eu saiba. Vi o Sr. Harper várias
vezes e o achei muito engajado na luta
pela proteção do meio
ambiente, embora, com honestidade, ele
reconheça que não irá
a esse encontro. De qualquer maneira,
não se trata da questão
do Canadá ou de tal ou tal país.
O desafio climático é
uma questão universal. Por essa
razão, creio que o único
foro legítimo e eficaz é
o da ONU. Devemos todos participar da
preservação dos equilíbrios
de nosso planeta.
P.:
(Inaudível).
R.:
Só uma palavra. Sobre a Colômbia,
verei o Presidente Uribe amanhã.
Estive com Mélanie Betancourt
ontem. A obsessão da França
é que Ingrid Betancourt seja
devolvida a sua família o mais
breve possível e todos aqueles
que puderem ajudar para a solução
desse drama serão bem-vindos.
Esta é a razão pela qual
tive várias conversas telefônicas
com Hugo Chavez. Convidei-o a vir à
França e sua intermediação
é bem-vinda.
P.:
Senhor Presidente, o Senhor irá
encontrar-se esta tarde com Mahmoud
Abbas, a um mês e meio de uma
Conferência sobre o Oriente Médio
convocada por Washington. Qual será
a sua mensagem e o que espera para que,
concretamente, haja um avanço
no processo de paz?
R.:
Como o Sr. sabe, falamos muito sobre
isso com Kouchner. Já estive
com Mahmoud Abbas. A França o
apóia e a França diz aos
nossos amigos israelenses, como a Mahmoud
Abbas, que nós o apoiamos. É
agora que deve ser feito um esforço
para se chegar a um acordo. Não
creio que o tempo seja um aliado. A
situação é suficientemente
preocupante para que todo mundo coloque
suas condições sobre a
mesa, faça os esforços
necessários para se chegar à
segurança de Israel e a um Estado-nação
palestino. É isso que queremos
e Mahmoud Abbas é um interlocutor
credível, respeitável,
que nós apoiamos. Por outro lado,
manterei contatos com um colaborador
muito próximo a Ehud Olmert,
que me será enviado pelo Primeiro-Ministro
israelense à França e
lhe direi a mesma coisa: é agora
que israelenses e palestinos têm
que se estender a mão, ir ao
encontro um do outro. É agora.
E estejam certos de que a França
fará tudo o que estiver em seu
poder para tranqüilizar interlocutores
que precisam ter confiança mútua.
P.:
(Inaudível).
R.:
Não está previsto
um encontro com o Sr. Chavez, mas o
Sr. Chavez virá à França
no mês de novembro e falei ao
telefone com ele três ou quatro
vezes nos últimos quinze dias.
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