Atualidades Diplomáticas

Política Internacional e Diplomacia
Globalização e Desenvolvimento
Economia e Comércio Internacional
Relações França-Brasil
América Latina
França
Europa

África

Direitos Humanos

 


ATUALIDADES DIPLOMÁTICAS
Embaixada da França no Brasil
SES - Av. das Nações - Lote 04 - Quadra 801 CEP: 70404-900
Brasília - DF - Tel.: (61) 3312-9100 Fax : (61) 3312-9108

 Página Inicial
Política Internacional e Diplomacia

REUNIÃO DE CÚPULA DO G-8

ENTREVISTA COLETIVA DE IMPRENSA
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA, NICOLAS SARKOZY

Heiligendamm, 8 de junho de 2007

Nicolas Sarkozy: Estou à sua disposição para responder às suas perguntas.

Pergunta: O Senhor falou muito do Kosovo, Senhor Presidente, falou do status do Kosovo e, portanto, eu gostaria de saber como as coisas avançaram.

Resposta: A respeito do Kosovo, as coisas não avançaram. Por uma simples razão: só podemos dar um prazo para que Belgrado e Prístina continuem dialogando na medida em que todos os atores e, particularmente, nossos amigos russos, consideram a independência do Kosovo como uma perspectiva inevitável. Esta é a condição para um acordo. Portanto, temos uma forte razão para acreditar que iremos continuar falando do Kosovo.

P.: Senhor Sarkozy, qual é o balanço que o Senhor faz, pessoalmente, desse seu primeiro G-8?

R.: Para mim pessoalmente isso não tem grande importância. O importante são as questões que foram tratadas. Acho que o balanço é positivo e mesmo muito positivo. Houve avanços notáveis com relação ao clima e, ainda esta manhã, o Presidente Bush confirmou que se comprometia com a perspectiva de redução de 50%. Ele o fez para convencer a Índia e a China a se engajarem igualmente na redução da produção de gás de efeito estufa.

A respeito da África, tivemos esta manhã uma discussão extremamente interessante mostrando bem que precisamos ter confiança no futuro desse continente, que a África pode ser bem-sucedida e que alguns países africanos – penso na África do Sul, no Gana e em outros – podem sair-se bem e que essa parceria é necessária para que sejam criadas riquezas. Fiquei muito interessado, aliás, pelo que disse o Presidente Wade, afirmando que a África não precisava de caridade, mas de uma ajuda para o desenvolvimento. Isto é exatamente o que eu penso.

As discussões foram muito ricas, muito interessantes. Na hora do almoço, por exemplo, a respeito da OMC, eu disse ao Presidente Bush que me empenharia em defender nossos interesses, assim como ele luta para defender os interesses dos americanos, que a reciprocidade era de praxe e que a ingenuidade devia ser deixada no vestiário se quiséssemos um acordo.

Por outro lado, isso permitiu múltiplos contatos multilaterais em 48 horas, o que nos faz ganhar um tempo enorme. Ao mesmo tempo, no que se refere às questões da Europa, a reunião nos permitiu igualmente fazer progressos em uma agenda que está se aproximando, já que as datas de 21 e 22 de junho estão extremamente próximas e que precisamos chegar um acordo.

P.: Senhor Presidente, o Senhor nos disse esta manhã, à saída de seu encontro com o Presidente Bush, que tinha a mesma abordagem que os americanos a respeito do Líbano e que falou com ele sobre isso, além do Irã. O porta-voz americano disse que os Senhores conversaram a respeito do Líbano, da Síria e do Irã. Como o Senhor nos acostumou com muita transparência em sua comunicação, talvez possa nos dizer qual é a sua abordagem no que se refere ao Líbano, à Síria e ao Irã.

R.: A respeito do Líbano, trata-se do direito à independência desse país, excluindo-se qualquer forma de ingerência e, naturalmente, de ocupação. Trata-se do apoio a um governo legítimo e, portanto, ao exército, que tenta restabelecer a ordem contra todas as milícias, e da necessidade de se chegar a um acordo político com todas as partes, que só Deus sabe como são numerosas. São estas as iniciativas que, juntamente com Bernard Kouchner, estamos tomando.

Sob esse ponto de vista, não observei que houvesse no passado uma divergência de pontos de vista entre os americanos e nós. A respeito da Síria, pode haver algumas diferenças de apreciação, devidas sem dúvida ao fato de que, depois de 6 anos e meio, o Presidente Bush não me pareceu extremamente satisfeito com a evolução de suas relações com o presidente sírio. Deve-se ou não, e em que nível, reiniciar as conversações com a Síria? É a pergunta que se faz. E essa pergunta é feita hoje não em nível político, mas talvez em um nível diplomático.

No que se refere ao Irã, parece-me que há uma grande coincidência de pontos de vista com a China, a Rússia e os Estados Unidos da América no sentido de levar os dirigentes iranianos à mesa de negociações. No que me diz respeito, acho que será necessário enviar uma mensagem de firmeza e certamente de endurecimento das sanções. Acho que a política de sanções deve permitir que sejam criadas as condições para um debate no seio da sociedade iraniana, que é oriunda de uma grande civilização. Pediremos, é claro, que não sejam confundidos os iranianos, um grande povo, com os dirigentes de hoje, entre os quais o presidente, que faz pronunciamentos inteiramente inqualificáveis. Ou, mais exatamente, que podem perfeitamente ser qualificados.

P.: Senhor Presidente, se o Senhor me permite, gostaria de voltar ao assunto do clima, do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável. Na última reunião do Conselho Europeu, foram estabelecidos objetivos para 2015. Hoje, são estabelecidos objetivos para 2050. Acontece que em 2012, um ano importante para o Senhor, chega ao fim o processo de Kyoto. Na sua opinião, não se estaria enterrando Kyoto ou passando por cima de Kyoto? É esse o preço dos americanos para aderir e a esse preço espera-se fazer com que os países emergentes, como a Índia ou a China, a quem foram concedidas vantagens durante a elaboração do processo de Kyoto, adiram? Qual é a sua opinião a esse respeito?

R.: Minha opinião é a de que é preciso dar provas de boa-fé e determinação. Os Srs. podem compreender, evidentemente, que um país como a China considere que cada chinês emite um terço do gás de efeito estufa que emite um americano. Mas, se os chineses e os indianos tivessem que emitir o mesmo nível de gás de efeito estufa que os americanos hoje, tendo em vista seu número, pode-se ver a catástrofe à qual estaríamos nos encaminhando.

Em segundo lugar, Kyoto foi um primeiro passo, insuficiente, não ratificado por todo mundo e não aplicado por todo mundo. Refiro-me particularmente aos nossos amigos canadenses. Seja qual tenha sido a sua boa-vontade nos últimos anos, não foi muito o que se fez. Mas houve um progresso na conscientização planetária. Observo sobretudo que esta reunião do G-8 possibilitou o fortalecimento do quadro de negociações das Nações Unidas com vistas a se chegar a um acordo até 2009, para ser gerido após 2012.

Portanto, esta reunião do G-8 reforçou a autoridade das Nações Unidas e permite que se anteveja uma continuação, ou seja, um pós-Kyoto a partir de 2009, já que, finalmente, vi isso como uma validação da Conferência de Bali, como uma etapa de um caminho que deve nos possibilitar encontrar novos objetivos. Pode-se sempre dizer que poderíamos ter ido mais além, é verdade. Mas dizer que poderíamos ter ido mais além é aceitar a idéia de que fomos mais longe do que se imaginava no início. Dentro desse ponto de vista, estou satisfeito com os progressos realizados e que são incontestáveis.

P.: Uma pergunta a respeito da América Latina, sobre as FARCs. Na sua opinião, qual é o papel do Brasil nessa questão? O que ficou convencionado entre o Senhor e o Presidente Lula a esse respeito? Parece que havia uma mensagem do Presidente Uribe lida ao Senhor pelo Presidente Lula. O Senhor poderia comentar? Obrigado.

R.: Sim, é claro. Eu havia ligado para o Presidente Lula para lhe falar das minhas conversações com Uribe. Agradeço ao Presidente Lula por ter chamado a atenção do Presidente Uribe para a importância da questão da libertação de Ingrid Betancourt. Naturalmente, sei que as FARCs mantêm outros reféns e vejo perfeitamente que o problema humanitário não se resume a única pessoa. Mas quem pode me reprovar o fato de cuidar de nossa compatriota? A influência do Presidente Lula foi muito benéfica e o G-8 prestou homenagem à ação do Presidente Uribe. Entretanto, as conversações continuam. Elas são complexas e serão difíceis. Espero que sejam razoavelmente longas.

P.: Senhor Presidente, esta manhã, segundo um porta-voz americano, o Senhor disse ao Presidente Bush que a França está pronta a enviar mais soldados ao Afeganistão. Isto é exato? Em segundo lugar, os soldados franceses enviados ao Afeganistão iriam para o sul do país?

R.: É preciso esclarecer as coisas. Em primeiro lugar, eu disse aos nossos amigos canadenses, aos nossos amigos americanos, aos nossos aliados que não romperemos a solidariedade dos aliados no combate empreendido contra o terrorismo no Afeganistão e para estabilizar o Estado afegão. Esta é a primeira coisa.

Em segundo lugar, eu lhes disse que reforçaremos nossos meios para formar o exército afegão sob a forma de equipes de 50 pessoas responsáveis pela admissão nos quadros do exército.

Em terceiro lugar, eu lhes falei da possibilidade de se promover a reconstrução desse país, particularmente através de hospitais e escolas. Desejo que o esforço da França seja mais um esforço de formação para preparar o Estado afegão para a transição e sob a forma de reconstrução.

Devo acrescentar que pedi para que todos os interlocutores do Paquistão sensibilizem esse país para a necessidade de se ajudar as forças que se encontram lá a erradicar o terrorismo e a cultura da droga.

P.: Senhor Presidente, o Senhor poderia falar um pouco de seu encontro com o Presidente chinês, Hu Jintao?

R.: Sim, perfeitamente. O Presidente chinês convidou-me a visitar a China como chefe de Estado na segunda metade do ano de 2007. Eu aceitei e estamos preparando essa visita com um certo número de projetos econômicos. Aliás, acho que posso dizer que o Presidente chinês estava feliz com a posição que assumi ao dizer que me parecia razoável não cogitar o boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim.

P.: Senhor Sarkozy, foram citados numerosos casos de violência no Darfur. Na sua opinião, em quê a reunião de Paris no final do mês poderá ter sucesso com relação ao que as outras não conseguiram?

R.: Em primeiro lugar, a respeito do Darfur, pedi ao Presidente chinês que utilizasse toda a sua influência para fazer pressão sobre o Presidente Bechir, a fim de que o Sudão aceite o envio de uma força híbrida ao seu território.

Em segundo lugar, pedi ao Presidente chinês a presença do Ministro das Relações Exteriores da China na reunião do grupo de contato ampliado.

Em terceiro lugar, essa reunião, que será presidida por Bernard Kouchner, não está destinada a substituir a ação da União Africana. Eu disse ao Presidente da Comissão da União Africana que não se trata absolutamente de lhe complicar a tarefa mas, ao contrário, ajudar por todos os meios a que se encontre uma solução política.

P.: Senhor Sarkozy, se os interesses da França estiverem ameaçados, até que ponto o Senhor irá no que se refere aos ataques preventivos nucleares?

R.: A utilidade da arma nuclear é a dissuasão. Até onde sei atualmente não existe qualquer emergência. A estratégia nuclear e a doutrina nuclear francesa são as do interesse vital. Se os interesses vitais da França estiverem ameaçados, nesse momento, então, como todos os outros presidentes da República que me antecederam, eu poderia cogitar o uso da arma nuclear. Felizmente, não é esse o caso.

Mas, quanto à definição precisa do que são nossos interesses vitais, não estou certo de que este seja o contexto mais apropriado para os definir com exatidão, embora eu reconheça que a noção de interesse vital evoluiu desde a época do general de Gaulle.

P.: Senhor Presidente, a respeito das questões envolvendo a Aids, o Senhor lembrou recentemente sua determinação em cumprir com os compromissos do G-8 de 2005, em Gleneagles. Eles prevêem o acesso universal ao tratamento até 2010. O Senhor chegou mesmo a dar um passo adiante ao dizer que proporia um plano de financiamento para dividir o valor total a ser fornecido entre os diferentes países do G-8. Isto não consta do comunicado final. O Senhor poderia nos falar um pouco mais a esse respeito? O que aconteceu?

R.: O G-8 comprometeu-se a financiar a saúde na África com 60 bilhões de dólares ao longo dos próximos anos. A verdade é que o valor total foi definido, mas não o número de anos. São valores consideráveis. Os Estados Unidos comprometeram-se a financiar a metade dessa soma. A França, por sua vez, irá aplicar um bilhão de dólares por ano à saúde na África.

Devo acrescentar que propus, quando nos reunimos com os cinco países da NEPAD, ou seja, os países africanos que deram início à definição de uma nova parceria, que se fizesse, antes de cada reunião do G-8, por peritos interpostos, um balanço das promessas feitas e das realizadas, para que se possa sair desse debate no qual são lançados números a torto e a direito.

No que se refere à França, eu gostaria de dizer que somos o 2º maior contribuinte do Fundo Mundial de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária. Os primeiros são os Estados Unidos, o segundo é a França. Acredito realmente que se há um país ao qual nada pode ser reprovado a esse respeito, é o nosso.

P.: Senhor Presidente, se me permite, gostaria de voltar a falar do Líbano e da Síria. Pode-se compreender que os contatos franceses com a Síria são possíveis, se o objetivo é ajudar a estabilizar a situação no Líbano?

R.: Digamos que não são impossíveis, se o objetivo é garantir a independência do Líbano, encontrar os assassinos de Hariri e oferecer a paz a esse país mártir.

P.: O Senhor poderia nos falar mais a respeito do que conseguiram obter com relação ao tratado simplificado?

R.: Não, mas posso lhes dizer, quanto ao princípio, que haverá um encontro em Londres, nos próximos dias, entre Gordon Brown, Tony Blair e eu.

Esse encontro nos permitirá avançar mais na definição dos grandes princípios. No fundo, o que queremos? Um tratado simplificado e não uma Constituição.

P.: Sabendo que os Senhores compartilham muitas abordagens conjuntas com a política externa americana, a França estaria pronta a levar em conta esse plano B, como os Estados Unidos? Ou seja, reconhecer a independência do Kosovo sem uma resolução no Conselho de Segurança? Os órgãos oficiais em Prístina disseram-nos que se essa proposta passar, será uma traição. Como explicar aos seus amigos do Kosovo que os Senhores não pretendem trair, ao tomar essa decisão?

R.: Em primeiro lugar eu gostaria de dizer que sim, existem muitos pontos em comum entre as posições dos Estados Unidos e da Europa. Isto não é novidade, mas não me impediu de apontar claramente dois desacordos, um sobre o clima, que foi objeto de uma discussão franca, algumas vezes rude, outras amigável, e outro sobre a globalização, onde as discussões também foram muito francas. Não vejo, aliás, em nome de quê a amizade impediria que se dissessem as coisas, bem ao contrário.

Já consegui dar destaque a várias coisas, além da defesa de nossos interesses. Eu não via a globalização como um sistema sem regras; não via a concorrência sem a lealdade; não via a abertura dos mercados sem reciprocidade e não via a negociação –como disse a Pascal Lamy- ou antes, via-a sem ingenuidade.

No que se refere à resolução, acho que a França fez realmente e continua fazendo o suficiente para que se lhe seja dado o crédito da sinceridade. Uma resolução que fosse votada, ou mais exatamente que fosse colocada e recebesse o veto dos russos, levaria a uma situação inextricável no Kosovo. Qual seria então o estatuto jurídico das forças que se encontram no local? Eu gostaria que me explicassem.

Haveria países na Europa que reconheceriam a independência do Kosovo, outros que a contestariam. Qual é o estatuto jurídico neste momento, visto que a nova resolução não foi aprovada por causa do veto russo, eventual, provável? Qual é o estatuto jurídico das tropas que se encontram no local? O que teriam a ganhar os habitantes do Kosovo? Eu gostaria que me explicassem a situação.

Continuo convencido de que devemos permanecer unidos, de que a perspectiva é a independência do Kosovo. Eu o disse em termos extremamente francos a Putin. A pergunta que me faço é: será que não temos realmente interesse em esperar algumas semanas ou alguns meses para encontrar uma solução de consenso, ou queremos fazer passar a resolução à força? Acho que temos interesse em encontrar uma solução de consenso.

Defendi o princípio de uma independência do Kosovo bem reconhecida e garantida. Acredito realmente que esta é a única posição razoável. Cabe-nos fazer pressão, tanto sobre os kosovares, que ajudamos muito, quanto sobre os sérvios, que devem compreender que, de qualquer maneira, eles viverão lado a lado. Trata-se de uma realidade geográfica.

Não acredito que se tenha interesse em precipitar as coisas. Agora, como os Srs. sabem, o conselho da razão nem sempre é seguido. Enfim, lamentei a situação emaranhada na qual o Kosovo se encontrará caso se queira fazer passar a resolução à força. Podemos contudo simplesmente refletir a esse respeito, iso não é absurdo, todos conhecem os dados do problema.

Existem milhares de soldados da ONU que trabalham com um mandato, uma resolução. O que acontecerá se houver uma nova resolução que seja objeto de um veto e se cada um de nós começar a reconhecer a independência do Kosovo, sem levar em conta o que pensam os outros? Os Srs. acreditam realmente que nesse momento estaremos fazendo progredir a paz? Estaremos fazendo progredir a guerra e os confrontos. Peço que se reflita a respeito disso, é tudo.

Meu engajamento pela independência, pela soberania do Kosovo é bem conhecido, é inelutável. Cheguei a dizer a Putin que a Iugoslávia acabou. Quando ele diz que há um risco, que outras regiões pedem as mesmas condições, eu lhe digo não. Cheguei até a lhe dizer que Yalta tinha acabado. Devemos fazê-lo agora, ou devemos esperar seis meses? Podemos refletir também, isto não é absurdo. É o que me parece.

Reconheço que a situação no local é extremamente complicada. Mas, a partir do momento em que Putin diz que o mais provável é que ele apresente um veto, eu digo que é preciso, assim mesmo, refletir. Não se trata de ceder à ameaça, mas simplesmente de tentar fazer com que convirjam as vontades para que os confrontos, que seriam sangrentos nessa parte dos Bálcãs, não retornem. É isso que eu penso e a palavra traição, permitam-me dizer, para um país que possui 2.000 homens no local, não é correta, basta refletir.

Propus seis meses com um princípio que é o da independência para que Prístina e Belgrado conversem. Isto parece-me extremamente razoável. Pode ser excessivamente ambicioso para alguns, o que posso dizer? De toda forma, o presidente russo deveria ver também que existem realidades.

Desejo a todos um bom regresso. Muito obrigado.

 


 
 

Embaixada da França no Brasil
SES - Av. das Nações - Lote 04 - Quadra 801
CEP: 70404-900 - Brasília - DF
Tel.: (61) 3312-9100 Fax : (61) 3312-9108