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COLÔMBIA
6º
ANIVERSÁRIO DO SEQÜESTRO
DE INGRID BETANCOURT
DECLARAÇÃO
DO MINISTRO FRANCÊS DAS RELAÇÕES
EXTERIORES,
BERNARD KOUCHNER
Paris, 23 de fevereiro
de 2008
Celebramos hoje
um aniversário muito triste,
o do seqüestro de nossa compatriota
Ingrid Betancourt, detida desde 23 de
fevereiro de 2002 na Colômbia
pelas FARCs.
Meus
pensamentos voltam-se para Ingrid Betancourt
e seus familiares.
A
busca pela libertação
de todos os reféns das FARCs
é uma prioridade das autoridades
francesas. O Presidente da República,
desde a sua eleição, multiplicou
as iniciativas e os contatos, especialmente
com os presidentes colombiano, venezuelano
e brasileiro, para desbloquear a situação.
Devemos ter esperança e prosseguir
incansavelmente em nossos esforços.
O
Primeiro-Ministro conversou a respeito
da questão dos reféns
com vários chefes de Estado sul-americanos
em Buenos Aires em meados de dezembro,
por ocasião das cerimônias
de posse da Presidente Fernandez Kirchner.
Eu
mesmo estou voltando de Caracas e Bogotá,
onde conversei longamente com os Presidentes
Chávez e Uribe e os familiares
dos reféns. Juntos e de modo
construtivo, nós exploramos as
possibilidades e perspectivas com relação
à busca de uma solução
humanitária para a questão
dos reféns. Mas o tempo urge
para os mais frágeis e eu destaquei
a emergência humanitária
no que se refere à libertação
sem demora das mulheres e dos doentes.
Ao
longo dessa visita, encontrei-me, com
muita emoção, com a mãe
e o marido de Ingrid Betancourt, bem
como com as famílias de outros
reféns, a fim de lhes manifestar
a solidariedade e a determinação
das autoridades francesas.
Presto
uma vibrante homenagem à sua
coragem, e também à dos
filhos de Ingrid Betancourt. O combate
de Ingrid Betancourt e de todos os reféns
constitui o mais belo testemunho da
dignidade humana.
Todos
nós, em Paris, esperamos hoje
que a libertação, em 10
de janeiro passado, de duas reféns,
Clara Rojas, diretora de campanha de
Ingrid Betancourt, e Consuelo Gonzales,
seja apenas um início. Esperamos
particularmente as quatro novas libertações
que as FARCs anunciaram recentemente
e que o Presidente Chávez confirmou.
O
engajamento das autoridades francesas
é permanente para se chegar a
uma solução humanitária
que permita a todos os reféns
obterem a liberdade e serem devolvidos
a suas famílias.
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