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LIBERTAÇÃO
DE QUATRO REFÉNS DAS FARCS
COMUNICADO
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY,
APÓS OS TESTEMUNHOS DE LUIS ELADIO
PEREZ E GLORIA POLANCO
Paris, 28 de fevereiro
de 2008
Ouvi os testemunhos
dos dois reféns libertados, Luis
Eladio Perez e Gloria Polanco. Eles
são aterradores. Tanta crueldade,
tanta barbárie produz náuseas.
É preciso que as FARCs saibam
disso e compreendam: o martírio
que elas impõem a Ingrid Betancourt
é um martírio que infligem
à França.
Em
dezembro, já há quase
3 meses, lancei um apelo ao chefe da
guerrilha, Manuel Marulanda, para que
liberte os reféns. Depois disso,
houve essas libertações,
esses 6 reféns devolvidos à
vida. Mas também para que liberte
nossa compatriota, Ingrid, e esse apelo
permaneceu sem resposta. Eu o renovo
hoje. Apelo às FARCs para que
libertem sem demora Ingrid Betancourt.
Trata-se de uma questão de vida
ou morte. Elas não podem deixar
essa mulher morrer. Trata-se de uma
corrida contra a morte, não podemos
mais esperar.
Dirijo-me
ao Presidente Chávez, de quem
saúdo o envolvimento e os esforços
que possibilitaram a devolução
à vida, ontem, de mais 4 reféns.
Peço-lhe que use toda sua influência
para salvar a vida de Ingrid Betancourt.
Ouvi seu apelo às FARCs ontem
à noite e repito-o com veemência.
Estou pronto a ir pessoalmente buscar
Ingrid Betancourt na fronteira entre
a Venezuela e a Colômbia, se isso
for uma condição.
Eu
afirmei que a França permanecerá
mobilizada até a saída
do último refém. Comprometo-me
a isso pessoalmente. Mas a sorte de
Ingrid Betancourt depende de um gesto
humanitário, não de um
acordo humanitário. Trata-se,
hoje, de uma corrida contra a morte.
A França permanecerá engajada
em prol de um acordo humanitário,
uma vez que Ingrid Betancourt tiver
sido libertada.
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