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REFÉNS
DAS FARCS NA COLÔMBIA
MENSAGEM
RADIOFÔNICA
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY
Paris, 6 de dezembro
de 2007
Bom Dia,
Sou
Nicolas Sarkozy, Presidente da República
Francesa.
Dirijo-me
a vocês que se encontram mantidos
como reféns, dirijo-me a vocês
em meu nome pessoal, mas sobretudo em
nome dos 62 milhões de franceses
e, acho que posso dizer, em nome de
todas as mulheres e homens de boa vontade
que, em toda parte no mundo, a uma só
vez, pedem a sua libertação.
Juntamente
com eles, eu me recuso a aceitar a idéia
de deixá-los no abandono. Eu
me comprometi por vocês. Eu me
comprometi a arrancá-los de um
destino desumano. Aqueles que os detêm
estão cometendo um trágico
erro. Eles estão se perdendo.
Eles estão se isolando. A comunidade
internacional é unânime
em condenar seus métodos. Já
é hora, para eles, de compreenderem
isso e de darem provas de iniciativa.
Os
documentos que acabam de ser publicados
nos transtornaram. Eles mostram a face
do sofrimento. Eles revelam a alma do
desespero.
Por
isso, quero me dirigir a vocês
para transmitir-lhes a mensagem de solidariedade
da França. Solidariedade para
com a Colômbia, que vive uma tragédia
cotidiana cujo sentido ninguém
consegue mais perceber; solidariedade
para com vocês, detidos injustamente,
cruelmente, como reféns; solidariedade
para com suas famílias, para
com seus amigos, que têm a medida
do tempo perdido no calendário
das lembranças.
A
todos, quero dizer: a França
não os esquecerá. Ela
nunca os esquecerá. Neste exato
momento, a França está
procurando novos meios para lhes devolver
a liberdade, para devolvê-los
aos seus e à vida. A urgência
de uma solução tornou-se
ainda mais evidente aos olhos de todos.
Farei, com a discrição
que isso exige, todos os contatos necessários
para atingir o único objetivo
que me interessa: sua liberdade.
Já
fiz vários contatos pessoais
com dirigentes que, a um título
ou outro, podem nos ajudar a fazer progressos:
em primeiro lugar, o presidente Álvaro
Uribe, com o qual tenho tido um diálogo
ininterrupto; o presidente Chavez, que
recebi em Paris; o Presidente dos Estados
Unidos, que tem três de seus compatriotas
entre vocês. Prosseguirei sem
descanso nessa ação estabelecendo
como obrigação alcançar
o resultado.
Para
concluir esta curta mensagem de amizade,
solidariedade e esperança, quero
me dirigir mais particularmente a Ingrid
Betancourt, minha compatriota. Quero
lhe falar, cara Ingrid, de minha admiração
por sua dignidade, por sua coragem numa
situação em que seres
mais fracos teriam perdido até
mesmo a sua humanidade; quero lhe falar
da afeição dos seus, com
os quais mantenho uma relação
confiante e regular; quero lhe trazer
o testemunho da recusa da França
em aceitar o inaceitável. Ingrid,
nunca a deixaremos cair. Suplico-lhe
que tenha confiança. Nós
conseguiremos. É preciso que
você resista, porque sua família
a espera.
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